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Cidades

Feminicídio: vídeo mostra policial entrando no prédio

O governador do Distrito Federal pediu mobilização da sociedade para combater a violência contra mulher

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Da Redação
redacao@grupojbr.com

Imagens do circuito interno do prédio da Sede II da Secretaria de Educação do Distrito Federal, onde uma servidora foi assassinada pelo ex-companheiro na manhã desta segunda-feira (20) mostram o policial entrando no prédio. Após se identificar na portaria, ele se identifica na portaria, passa o cartão na catraca e acessa o edifício.

Confira o vídeo:

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, lamentou o crime e afirmou que o governo vai investir em campanhas para combater casos de feminicídios. “É um crime bárbaro, cruel. Estamos fazendo todos os esforços, mas infelizmente vamos ter que fazer muitas campanhas de esclarecimento, para que a gente tenha não só as mulheres fazendo denúncias e se protegendo, mas também os vizinhos, os familiares”, reforçou

Para Ibaneis, o feminicídio “é um crime que surge de forma muito sorrateira e vamos precisar da contribuição de todos no combate ao feminicídio. Toda a sociedade tem que estar mobilizada”.


Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília.

Entenda o caso

Uma tragédia deixou os servidores da Sede II da Secretaria de Educação do Distrito Federal perplexos. Um homem matou uma servidora e logo após se matou. A servidora, identificada como Débora Tereza Correia, 43 anos, morreu na hora. O crime ocorreu no 3º andar do edifício, na 511 norte. Todas as atividades no local foram suspensas.

O acusado foi identificado como policial civil, Sérgio Murilo dos Santos, 51 anos, que após entrar no prédio começou a discutir com a Débora, intempestivo, o homem atirou contra o peito da vítima e depois se matou com um tiro na boca.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Laércio Rosseto, os dois tinham um relacionamento mas não eram casados. Ele afirma, também, que a vítima já tinha registrado duas ocorrências contra Sérgio.

Uma amiga da vítima, abalada, conta que o relacionamento dos dois não foi longo e que eles não moraram juntos. Assim que ela decidiu terminar o relacionamento, Sérgio não aceitou e, “em determinado dia, ele passou umas três horas com ela dentro de um carro, fazendo ameças, agredindo. Nesse dia ela fez a denúncia à Polícia”, relata.

A amiga conta que, desde então, ela tinha medida protetiva contra ele e eles não se relacionavam há algum tempo. A primeira denúncia foi feita em 2017. “Ela se mudou de Sobradinho, onde ele morava também, quando alugou o novo local, não colocou nada no nome dela, mudou de celular… Ele rastreou por onde ela trabalhava”, explica. Ela relata que, mesmo após o processo de medida protetiva, antes de ela alterar o local de trabalho, ele foi atrás de Débora.

Confira o áudio na íntegra:


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