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Feminicídio: mulher foi morta por ex marido na frente da casa do pai 

A mulher deixou quatro filhos; um de 19, outro de 17, uma de cinco e o menino de oito anos, que correu quando o agressor empurrou a moto

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Paula Beatriz e Vítor Mendonça
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Nesta quinta-feira (14) uma mulher foi assassinada na QR 217 de Santa Maria. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) a vítima foi morta com arma branca pelo ex-marido. O irmão da mulher também foi ferido ao tentar apaziguar a briga. 

Segundo os policiais o ex marido, Francisco Dias Borges, foi agredido por populares e acabou preso, ele será levado para Central de Flagrantes da 20ª DP. A arma utilizada no crime também foi apreendida.

A mulher, identificada como Necivânia Eugênio de Caldas, 37 anos, acabou morrendo no local e o irmão dela, Adailton Eugênio de Caldas, foi levado por populares para o hospital. 

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Nercivânia estudava enfermagem em uma faculdade em Taguatinga e estaria indo para o primeiro dia de estágio no Hospital Regional de Santa Maria. De acordo com informações de testemunhas, ela estaria voltando de um corte de cabelo do filho de oito anos.

A mulher deixou quatro filhos; um de 19, outro de 17, uma de cinco, filha do agressor, e o menino de oito anos, que correu quando Francisco Dias Borges os empurrou da moto.

De acordo com os vizinhos, a mulher estava na moto, chegando em casa com o filho, quando foi atacada pelo ex-marido. O crime ocorreu em frente à casa do pai da estudante de Enfermagem. Apesar de não estar na residência no momento do fato, o aposentado, que não quis se identificar, chegou a ver toda a ação do assassino. Ele costuma se sentar para conversar com amigos em frente à rua onde o feminicídio aconteceu.

Uma amiga da família, que opta pelo anonimato, disse que Necivânia e Francisco estavam em um relacionamento conturbado, que já durava mais ou menos oito anos. “As brigas eram constantes, mas os dois estavam sempre indo e voltando no relacionamento”, informou a mulher à reportagem. De acordo com ela e outros conhecidos, a vítima sofrera agressões físicas diversas vezes, porém sempre reatavam.

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“Esse crime já estava premeditado”, descreveu Edna Dias, uma das vizinhas e amiga da família de Necivânia. Ela alega conhecer Francisco apenas de vista, mas entendia que algo do tipo estaria para acontecer. “As ameaças dele eram constantes”, continuou.

À reportagem, Edna honrou a memória de Necivânia. “Era uma boa filha”, disse. “E também cuidava muito bem dos filhos, sempre muito atenciosa”. Ainda de acordo com ela, a vítima fora criada juntamente com os filhos dela, na década de 90. “Conheço ela desde pequena. Era amiga dos meus filhos aqui na rua”, continuou.

A perícia ficou a cargo da 33ª DP.




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