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Cidades

Familiares e amigos se reúnem na Catedral para a missa de sétimo dia de Joaquim Roriz

João Paulo Mariano
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Familiares, amigos e parte da classe política e da população da Capital se reuniram para lembrar e homenagear o ex-governador Joaquim Roriz, que morreu no último dia 27, no fim do mês passado. A missa de sétimo dia foi celebrada na Catedral Metropolitana de Brasília na noite desta quarta-feira (3)

A igreja estava com todos bancos ocupados, mas o público presente foi menor que as 1,4 mil pessoas que passaram pelo velório, no Memorial JK, e também, das 5 mil pessoas que foram dar um último adeus no Cemitério Campo da Esperança, no dia do sepultamento.

Como Roriz era declaradamente católico, a família fez questão da celebração de sétimo dia. Antes mesmo do início da Missa, dona Weslian Roriz, com quem o ex-governador esteve casado por 48 anos, recebeu as condolências de amigos da família e companheiros de política.

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília

“Homem do povo”
A missa foi presidida por Dom Marcony Ferreira, responsável pela Arquidiocese de Brasília. Na homilia, ele citou que o ex-governador era conhecido como um “homem do povo”, que valorizava os que pouco podiam e também os mais pobres.

Para a família, o padre endereçou palavras de encorajamento e que os netos tenham prudência e sabedoria para continuar o legado deixado pelo avô. Para a viúva, as palavras foram de carinho:

“Mulher forte, corajosa, esposa fiel. Quando muitos não lembravam dele por estar em uma cadeira, ela não saía de seu lado. Se Roriz deu a vida pela política, a senhora deu a vida por ele e pelos filhos”.

Saudade

Dona Weslian Roriz ficou mais de meia hora, após o fim da celebração, falando com todos que ali estavam. Devido a emoção do momento a ao calor, ela chegou a passar mal, porém se sentou e continuou a atender as pessoas.

Liliane Roriz, uma das filhas do ex governador e deputada distrital, disse que é um momento difícil para a família, mas que estão recebendo força por ver o carinho das pessoas em todos os lugares que vão. “Ele completou Brasília. Vemos a presença dele em todos os cantos do DF, como a Ponte JK. As pessoas tinham um carinho muito grande por ele”, afirmou.

A assistente administrativa, Eliane Pereira, 55, foi uma das que apareceu na Igreja para homenagear Roriz. “Ele foi um pai para mim e é padrinho de meu filho. Me deu uma casa no Riacho Fundo I e um emprego. Antes, eu morava na rua”, lembrou. A mulher compareceu a celebração com uma bandeira e uma pulsera azul que continham as fotos de Roriz.

Classe Política

Na vida política desde a juventude, Joaquim Roriz foi o governador que mais teve mandatos no Distrito Federal – ao todo, quatro. Assim, muitos daqueles e daquelas que foram contemporâneos de sua vida pública compareceram a celebração.

Márcia Rollemberg, esposa do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), esteve presente na celebração para representar o político. A candidata ao cargo de chefe do executivo, Eliana Pedrosa (PROS), após sair de um debate também compareceu à Catedral. “Ele deixou um legado de governar com amor. que a pessoa que assumir o governo consiga fazer isso”, relata.

O ex governador José Roberto Arruda esteve no local e afirmou ter tido uma amizade de cerca de 30 anos com o falecido. “Amizade sólida. Às vezes, próxima, às vezes distante”, afirma. “Ele deixou um saldo positivo e grandes ensinamentos, pois ajudou a criar a vida política de Brasília”.

Morte
Roriz ficou internado no Hospital Brasília, no Lago Sul, do dia 24 de agosto até o dia da morte. Na noite do dia 27 de setembro, ele foi submetido a uma traqueostomia após sofrer um enfarte. Apesar das tentativas, o ex-gestor morreu às 7h50, após sofrer um choque séptico, decorrente de problema pulmonar.

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