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Evangélicos simulam policiais para abordar moradores do DF

Grupo “Patrulha da Paz” usa um estilo de abordagem policial para pregar palavra a usuários de drogas, na maioria das vezes. Prática é ilegal

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Foto: Reprodução/Facebook
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Desde 2011, o grupo evangélico Patrulha da Paz simula autoridades policiais para evangelizar em regiões carentes do Distrito Federal. Com carros grandes e pintados de preto, os evangélicos, vestidos com farda, estacionam ao lado de pedestres e começam a ler a bíblia.

A prática é ilegal. É crime se passar por funcionário público ou usar uniforme/distintivo de função pública que não exerce. Embora o grupo cometa a ilegalidade há nove anos, as autoridades passaram a investigar a organização somente há algumas semanas. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados do Distrito Federal, que também denunciou o caso ao Ministério Público e à Secretaria de Segurança Pública do DF em 29 de julho.

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O presidente da comissão, Fábio Felix (PSOL-DF), classifica as ações do grupo atos próximos à “violência, coação e constrangimento”. ““Eles simulam ser uma força do estado para abordar pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Isso no mínimo serve para confundir as pessoas, que imaginam que eles são militares de verdade”, afirmou, ao site The Intercept Brasil.

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Também ao site, o comandante do Patrulha da Paz, o pastor Bezerra, conta que o grupo tem 103 membros de várias denominações evangélicas. Bezerra possui quatro viaturas e quatro motocicletas.

O pastor disse que decidiu simular uma equipe policial para dar um “tratamento diferenciado” a suas pregações e levar “conforto, segurança e confiança” à população. “Todo mundo já conhece a patrulha”, alegou. “Nós estamos em parceria (sic) com o estado, estamos dando apoio naquilo que está tendo uma precisão (sic) muito grande”, afirmou.




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