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Brasília

Estudantes fazem manifestação após suspensão de transporte escolar no Guará

Colaborador JBr

09/06/2016 20h44

Tainá Morais

taina.morais@jornaldebrasilia.com.br

Cerca de 300 alunos do Centro Educacional 4, localizado no Guará, sentem-se prejudicados com a decisão da Secretaria de Educação (SES-DF) de suspender o transporte escolar no colégio. Foram retiradas, no início da semana, dez linhas que interligam Guará e Estrutural. O motivo da suspensão do serviço, segundo a SES-DF, seria a existência de linhas de transporte coletivo que fazem o mesmo trajeto, entre a escola e a residência. A ação é para que não haja a duplicidade de benefício, informou a pasta. Os alunos da Estrutural utilizam o transporte desde que a escola da região foi interditada.

Kleber Lima

Kleber Lima

Insatisfeitos, os alunos decidiram fazer uma manifestação, na manhã desta quinta (9), em prol do retorno dos transportes. Por volta das 7h40, os estudantes se reuniram em frente à Administração Regional do Guará, onde permaneceram até às 11h. Após uma reunião com o Batalhão Escolar, a Secretaria de Educação, a Administração do Guará e a comissão dos estudantes ficou decidido que os ônibus continuarão circulando até o dia 15 de agosto. “Afirmaram que teremos o transporte até este dia porque é o retorno do recesso escolar”, contou Tiago David, um dos que representavam a comissão dos estudantes.

A Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal informou que os alunos até então atendidos pelo transporte escolar estão matriculados no ensino médio e têm a possibilidade de atendimento pelo benefício do Passe Livre Estudantil (PLE). “Assim, é importante que os alunos não deixem de efetivar o cadastro, ou recadastramento, junto ao Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans)”, notificou.

Contraversão

Em nota, o DFTrans informou que entrou em contato com a diretoria da escola, no intuito de identificar horários e buscar mais informações sobre a demanda dos estudantes. Porém, a equipe do Jornal de Brasília conversou a vice-diretora do CED 4, Jaqueline Anjos, que disse não ter existido nenhum acordo ou mesmo qualquer procura por parte do órgão. “Até o final desta tarde, ninguém entrou em contato. Ainda estamos aguardando”, disse.

 

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