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“Estou despedaçada”, chora mãe de jovem morto ao voltar da escola

Ana Clara Arantes
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Para a mãe de Maiko Tavares, jovem de 15 anos encontrado morto na última sexta-feira (18) em Planaltina (GO), a vida nunca mais será como antes. O jovem estava desaparecido desde o dia 16 deste mês, quando saiu de casa para ir à escola e não retornou mais. Maiko foi enterrado no sábado de manhã. A Polícia Civil ainda está investigando o crime.

A doméstica Eni Tavares Monteiro, 56, conta que o filho era muito certo com seus horários. Maiko cursava o oitavo ano e todos os dias sua rotina era a mesma. “Ele saía para a escola às 12h40 e chegava na aula às 13h. A aula acabava às 17h30, e às 18h ele já estava em casa. Todos os dias eram assim. Se ele fosse chegar mais cedo ou mais tarde, ele sempre avisava”, relembra.

A mãe conta que, no dia do desaparecimento do filho, quando ele não voltou no horário de costume, as ligações ao celular também não foram atendidas. Foi aí que familiares, amigos e vizinhos começaram a procurar por Maiko.

“No dia seguinte fui até a delegacia registrar ocorrência, e os policiais me instruíram a ir à escola. Minha filha foi lá e a presença dele em aula foi confirmada. Ele até fez prova e saiu no horário normal”, relata.

Eni com o filho, Maiko. Foto: Arquivo pessoal

“Querido demais”
Segundo Eni, Maiko era um menino muito conhecido e querido. “De crianças a idosos, todos o conheciam. Moramos em Sobradinho um tempo atrás e fizemos um amigo policial. Meu filho sempre ia à casa dele brincar com os filhos dele. Se o Maiko fosse uma pessoa ruim, o policial não o deixaria entrar na casa dele. Meu filho não era bandido”, emociona-se a mãe.

Vizinhos se mobilizaram para procurar Maiko e segundo relatos, no dia do desaparecimento, ele foi visto na esquina de casa. Mas não chegou a retornar ao lar. O corpo do jovem foi encontrado por um vizinho, dois dias depois de seu desaparecimento, em meio ao mato, enterrado em um buraco.

A mãe de Maiko relatou ao JBr. que o filho foi localizado com o uniforme da escola e sua mochila. Mas pertences como celular, chave de casa e um cordão que usava foram levados. Eni diz que quer justiça. “Ele vinha da escola, não estava roubando ninguém nem era má pessoa”, ressalta.

Desesperança
“Já sabia que não ia encontrar meu filho com vida porque ele não ficava fora de casa. Ele chegava às 18h e, a partir do momento em que não apareceu, eu sabia que não o encontraria vivo”, lamenta Eni.

Para a doméstica, a família nunca mais vai voltar a ser o que era. “Estamos despedaçados”, lamenta.

Investigação
De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios de Planaltina (GO), Antônio Humberto Soares Costa, as investigações sobre o caso estão em andamento. Conforme o Jornal de Brasília mostrou, um suspeito foi interrogado no dia 18.
Ainda segundo o titular da unidade, “a participação desse suspeito ainda não está descartada, mas não existem provas suficientes para pedir a prisão dele”.

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