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Espécies nativas são plantadas no antigo Lixão da Estrutural

Foram locados os poços de monitoramento para acesso ao aquífero para amostragem de águas subterrâneas e determinação da pluma de contaminação por chorume

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Nas últimas semanas de março, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) deu importantes passos para a recuperação da área do antigo Lixão da Estrutural. No local foram plantadas 400 mudas de espécies nativas e 100 mudas de eucalipto em um hectare do antigo lixão. A ideia é implementar a fitorremediação para avaliar a absorção de poluentes na área demarcada e testar tecnologias inovadoras para retirada ou a estabilização de metais nos solos.

Além destas ações foram locados os poços de monitoramento para viabilizar o acesso ao aquífero para amostragem de águas subterrâneas e determinação da pluma de contaminação por chorume. O estudo, demandado pela Sema, é desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB).

Para o secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho, os resultados desse estudo, auxiliarão o Governo do Distrito Federal (GDF) a tomar decisões quanto à descontaminação dos corpos hídricos, promovendo a reparação aos danos causados ao meio ambiente.

Atividades

Durante essa etapa, concluída no dia 24 de março, também foram plantadas duas parcelas de grãos: sorgo e girassol. Essas espécies foram escolhidas porque já apresentaram resultados positivos em estudos anteriores. Antes do plantio, a área foi gradeada e preparada para receber os experimentos de estabilização. Foram adicionadas no local, por exemplo, quatro toneladas de calcário em pó.

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Finalizando esse primeiro ciclo de ações, foram coletadas amostras de solos para avaliação dos teores de metais, os quais serão comparados com os resultados de amostras a serem retiradas no futuro e, assim, se verificar a eficácia da técnica aplicada.

De acordo com o coordenador técnico do projeto, o professor da UnB Eloi Campos, tais ações, que envolveram além da universidade, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e uma empresa contratada, só foram possíveis porque são feitas ao ar livre e com equipe reduzida de profissionais, “além, é claro, de terem sido mantidas as devidas recomendações pela Covid-19”.

O projeto

A inciativa coordenada pela Sema integra as ações do Projeto CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, coordenado nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cuja execução no DF é de responsabilidade do GDF, por meio da Sema.

Entre as técnicas inovadoras a serem experimentadas no local estão também o modelo de transporte de contaminantes subterrâneos e o tratamento do chorume. Esses estudos darão subsídio para a elaboração do termo de referência para o Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad), de responsabilidade do Brasília Ambiental (Ibram).

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Com informações da Agência Brasília




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