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Cidades

Escuta qualificada: orientação emocional uma atitude que pode salvar vidas

UBS 3 de Taguatinga prepara professores de escola pública para atuar junto a jovens que precisam de orientação emocional

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Da Redação
redacao@grupojbr.com

É nos professores que o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 de Taguatinga tem investido, qualificando-os para a escuta. Quem está em situação de sofrimento, com pensamentos negativos sobre a vida, necessita ser escutado. Por passarem muitas horas do dia na escola, os professores podem perceber as mudanças de comportamento de crianças e adolescentes. 

Por meio de encontros com orientações sobre como realizar a escuta qualificada e trabalhar os temas de valorização da vida com os estudantes do Centro Educacional (CED) 6, vários professores estão aperfeiçoando mais esse talento. “As pessoas sofrem e só precisam de alguém para escutá-las sem julgar”, resume a terapeuta ocupacional Nadja Villela.

Demandas recorrentes

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“Recebemos semanalmente demandas de professores e coordenadores do CED 6 sobre casos de alunos em sofrimento psíquico, apresentando risco de autoviolência, desde automutilação até comportamento suicida, com ideias de autoextermínio, planejamento e tentativa para o suicídio”, relata Nadja.

No segundo semestre deste ano, os servidores da Secretaria de Saúde iniciaram um trabalho mais direcionado junto à comunidade escolar. A ação é voltada aos adolescentes e familiares, que recebem atendimentos individuais e visitas domiciliares.

Treinamento e prevenção

Devido à demanda recorrente, a equipe do Nasf organizou um treinamento para os professores e educadores sociais da escola. “A escuta qualificada é um procedimento simples e generoso, que pode e deve ser praticado por todos nós para contribuir com uma vida que esteja em sofrimento psíquico”, descreve Nadja.

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Com intuito de prevenir o suicídio e promover a valorização da vida, há um planejamento para dar continuidade à formação dos professores no próximo ano. A meta, informa a terapeuta ocupacional, é organizar, em 2020, encontros mensais com professores e educadores sociais. “Esse tema é de responsabilidade de todos nós”, destaca.  “Em hipótese alguma, apenas a Secretaria de Saúde deve se envolver em ações como essa”.

Com informações da Agência Brasília.


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