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Equipe do HUB comemora resultado da Coronavac

A UnB, em parceria com o Hospital Universitário (HUB), foi um dos 16 centros que participaram dos testes de eficácia e segurança da fase 3

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Professor Gustavo Romero é diretor da Faculdade de Medicina da UnB e coordenador do ensaio clínico da CoronaVac feito no Distrito Federal. Foto: Ascom/HUB
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A equipe do Hospital Universitário de Brasília (HUB) que sob a coordenação da Universidade de Brasília (UnB) participou da pesquisa acerca da vacina chinesa Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac Biotech, comemorou o resultado obtido pelo imunizante. No Brasil, o trabalho foi coordenado pelo Instituto Butantã.

“Conseguir cumprir as metas que estavam previstas e constituir uma equipe para dar conta da tarefa foi uma grande satisfação. E também temos que destacar o que representa a participação do HUB dentro dessa empreitada toda. Tivemos a oportunidade de formar pessoas e fortalecer as atividades de pesquisa clínica no hospital”, destacou o coordenador do estudo, o professor do Departamento de Medicina Tropical da UnB, Gustavo Romero. Além do HUB-UnB, mais 15 instituições de pesquisa participaram do estudo.

“A expectativa é que o registro emergencial da vacina da Sinovac saia em breve, uma vez que as pesquisas comprovaram que o imunizante é seguro e protege”, explicou o professor.

Gustavo Romero disse que haverá um fortalecimento da pesquisa clínica na UnB, uma vez que instituição pode colaborar com a pesquisa, o que é algo especial. Romero explicou que a participação da Universidade se deve ao fato de a UnB já ter feito parcerias com o Instituto Butantã. A equipe do DF participa junto à entidade paulista das pesquisas de uma vacina contra a dengue.

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A equipe do HUB foi criada exclusivamente para atuar nos testes da vacina e hoje é formada por 47 profissionais, entre médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório, assistentes e auxiliares de pesquisa. Eles passaram por treinamento para cumprir o desafio: conseguir 852 voluntários no menor espaço de tempo possível. A meta foi ultrapassada e o estudo já conta com 946 participantes.

O gerente de Ensino e Pesquisa do HUB, Dayle Mendonça, disse que o fato de ter sido alcançado o objetivo da pesquisa encoraja a equipe a assumir outros desafios. “Atuamos como protagonistas nesse processo e acho que foi um marco na nossa história dentro do cenário da pesquisa clínica internacional”, acrescentou o chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do HUB, Fernando Araújo.

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O Instituto Butantan, responsável pelo estudo no Brasil, divulgou os dados sobre a eficácia da vacina nessa terça-feira (12). Os resultados revelam que a vacina reduz em 50,38% o risco de infecção pela Covid-19. Também foram apresentados dados de acordo com o grau de gravidade da doença. Para casos leves ou que precisem apenas de atendimento ambulatorial, a eficácia foi de 78%. Já nos casos graves, moderados e que exigem internação hospitalar, essa taxa chegou a 100%. A pesquisa também comprovou a segurança da vacina. Durante todo o estudo, nenhum caso de efeito adverso grave associado a vacina foi identificado.

“Para a saúde pública, significa a oportunidade de reduzir o aparecimento de casos graves que exigem hospitalização e de evitar os óbitos. Foi uma grande empreitada que em um curto espaço de tempo chegou a um resultado muito positivo”, explicou o coordenador da pesquisa, Gustavo Romero.

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