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Entrevista: reabertura das academias ainda sem data

A deputada federal licenciada também explicou que já trabalha em projetos para o esporte na capital após a pandemia decorrente do Covid-19

Lucas Valença

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A abertura das academias no Distrito Federal, sem previsão para os próximos 15 dias; uma possível permanência de seis meses na Secretaria de Esporte e Lazer; o incentivo ao esporte feminino; e a atuação da pasta nas regiões administrativas foram temas tratados na entrevista com a nova secretária do governo local, Celina Leão. A deputada federal licenciada também explicou que já trabalha em projetos para o esporte na capital após a pandemia decorrente do Covid-19.

A senhora está em um momento de adaptação na Secretaria de Esportes e Lazer do DF, mas estamos em um momento de pandemia e esta adaptação precisa ser mais proativa. Por isso já pergunto, como vai ser a atuação da senhora com relação ao esporte e lazer no contexto de um mundo afetado pela Covid-19?

Todos os protocolos e todos os estudos já estão sendo feitos pelo Governo do Distrito Federal, pela nossa área técnica da Secretaria de Saúde. Mas queremos inovar neste sentido, pegar o que deu certo no mundo e observar a retomada do esporte no mundo. Temos experiências excitosas de como reabrir os parques e como faremos para retomar todas essas atividades físicas garantindo a segurança da população do Distrito Federal.

Nós temos algumas reuniões nesta semana. Inclusive Gustavo Borges (ex-nadador olímpico) entrou em contato conosco querendo utilizar o DF para a implementação de um programa piloto para a retomada das academias, sugerindo um protocolo de segurança que foi testado e aprovado por outros países. Então nós queremos retomar esse setor que é muito importante para o DF e para a saúde do cidadão.

Então nós temos um programa para o período da pandemia e para ser implementado pós-pandemia, já que este é o que vai garantir a retomada da economia neste setor especificamente.

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A imprensa tem noticiado essa pressão das academias junto ao Buriti para que o setor seja liberado, mesmo com restrições. Mas como está isso no governo? Ainda está em estudo?

O governador Ibaneis quando anunciou que ia reabrir o comércio, o Ministério Público acionou o Judiciário e ele teve de montar um protocolo de abertura. O que nós queremos discurtir é se serão todos os tipos de academia, se vão abrir normalmente ou não, entre outras. São essas ações que estamos analisando agora.

A gente quer discurtir isso tudo no GDF, mas não podemos tomar uma decisão isolada somente da Secretaria de Esporte e Lazer, pois sabemos da necessidade de se tomar essa decisão com base em dados técnicos, já que a reabertura do comércio vai gerar 15 dias de espera para ver o que vai acontecer com o número de casos de pessoas infectadas. A gente quer reabrir, mas vamos também prezar pela segurança de todas as pessoas que frequentam as academias.

Então ainda não há a data para uma possível reabertura das academias ou espaços de lazer no DF? Deve demorar esses 15 dias?

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Deve demorar ao menos esses 15 dias. Esse é um momento de análise de impacto e já estamos fazendo algumas reuniões, ouvindo muito o setor, para podermos abrir de forma segura.

A secretaria já tem elaborado ou deve elaborar projetos para a retomada do esporte na capital após a pandemia? Com a crise econômica que deve ser gerada, de onde sairá o dinheiro para a reconstrução do setor esportivo?

Fiquei muito feliz que quando saiu a minha nomeação, vários colegas (parlamentares federais e distritais) me ligaram se colocando à disposição de realogar recursos à pasta, que terá vários projetos para fomentar esse mercado. Só que não só projetos de eventos, que também serão apoiados, mas queremos projetos esportivos de médio e longo prazo.

Nós temos também pessoas que querem ter acesso ao esporte, mas que ainda não conseguem no DF. Eu já estava fazendo um estudo sobre isso junto com o governador, mas vamos deixar para anunciar mais para frente, já que ainda temos muitas coisas a fazer neste momento de pandemia.

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Como ficará a atuação da secretaria nas diversas regiões administrativas do DF?

As cidades satélites, principalmente onde a renda per capita é mais baixa, o acesso ao esporte é menor. Então serão cidades onde começaremos a atuar e onde teremos as nossas principais metas. Muitas vezes não se consegue dimensionar muito isso, mas a cada real investido no esporte, o custo, seja da saúde, da prevenção de drogas, entre outros, é diminuído.  Então o nosso foco primeiro será nas cidades mais carentes do DF.

Como será a atuação da pasta no incentivo ao esporte feminino?

A gente vai dar todo o suporte ao esporte feminino. Nós queremos equidade e em todas as áreas. Queremos garantir a mesma premiação; o mesmo espaço, já que em muitos campeonatos só temos a modalidade masculina. A mulher precisa muito participar do esporte e também ser valorizada no esporte.

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A senhora deixou a cadeira na Câmara Federal para ajudar o governo local, mas existe algum prazo desta permanência ou isso ainda não foi definido junto ao governador?

O que eu combinei com o governador Ibaneis (Rocha) é de que ficaria por um período, pois quero implementar todos os projetos e ajudar o GDF neste momento de dificuldade. Só que retornarei à Câmara Federal, já que muitas pessoas me deram o voto de confiança para ser parlamentar do DF. Acredito que seria em torno de seis meses (na secretaria).


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