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Cidades

Empresários calculam que economia do DF levará 9 meses para voltar ao normal

O estudo mostra que 62,9% dos empresários entrevistados acreditam em uma queda no faturamento no primeiro mês depois da reabertura dos estabelecimentos

Catarina Lima

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Pesquisa encomendada pela Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio) e realizada pelo Instituto Opinião Informação Estratégia em parceria com Sphinx Brasil revelou que na opinião dos empresários a economia no Distrito Federal levará nove meses para voltar a ser como era antes da pandemia do novo coronavírus. O levantamento, que é atualizado diariamente, foi realizado entre os dias 25 e 29 de maio e foram ouvidos 105 empresários.

Uma das perguntas feitas aos empreendedores foi quanto tempo ele acha que levará o mercado para voltar à normalidade. Na avaliação da maioria dos empresários (33,7%), a normalidade só acontecerá após 10 meses ou mais após o retorno. Na média, os empresários acreditam que vai demorar nove meses e meio para que o mercado retome a situação anterior a pandemia.

Os mais otimistas (5,8%) acreditam que o prazo a recuperação total da atividade será de oito a nove meses. Para 3,5% o tempo necessário será de quatro a cinco meses e para 27,9%, tudo deve voltar ao normal em menos de quatro meses. O estudo mostra que 62,9% dos empresários entrevistados acreditam em uma queda no faturamento no primeiro mês depois da reabertura dos estabelecimentos. Sobre as demissões, 27,6% afiram que demitiram colaboradores.

Com relação ao fluxo de clientes nos estabelecimentos após a reabertura, o sentimento também não é de otimismo. 13,3% responderam que as vendas aumentarão em função da demanda reprimida; 12,4% disseram que já no retorno das atividades as vendas serão como antes da pandemia; já 30,5% acreditam que o fluxo de negócios diminuirá por conta do medo que o consumidor terá do contato social. A maioria (40%) responderam que a falta de dinheiro será preponderante para os clientes não irem às compras. Somente 3,8% dos entrevistados não souberam avaliar.

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A pesquisa também observou que os empresários brasilienses estão cumprindo as medidas sanitárias para evitar a transmissão do novo coronavírus. Dos pesquisados, 97,1% afiram que estão disponibilizando máscaras para todos os colaboradores; 86,7% afirmaram que têm álcool em gel nos estabelecimentos e 25,7% disseram oferecer luvas aos funcionários. 21% alegaram que houve intensificação a limpeza dos ambientes em seus estabelecimentos.

Para aumentar o faturamento, 14,6% das empresas entrevistas estão investindo no serviço delivery. Alexandre Garcia, do Opinião Informação Estratégica, disse que o empresário deve e tem que se reinventar. “Se tivermos que conviver com o coronavírus por muito tempo ainda isso provocará mais mudanças sociais do que já estamos enxergando. A partir do momento em que se gera uma adaptação, com um modo mais seguro e conveniente, não há motivos para voltar a ser como antes”, concluiu.

 


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