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Em vídeo, idoso pede que matem Bolsonaro, Ibaneis, Doria, entre outros

Acusado também enviou e-mail ameaçando MPDFT, TJDFT e órgãos federais. Grupo pede por intervenção militar e era financiado

Willian Matos

Publicado

em

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A Polícia Civil (PCDF) e o Ministério Público do DF (MPDFT) tomaram conhecimento e prenderam, nesta quinta-feira (21), um idoso que ameaçou diversos políticos do país de morte. Em um vídeo, gravado no dia 7 de maio, o homem pede:

“Diante do senhor Jesus Cristo, Deus patrono do Brasil, no exercício da autodefesa da Constituição e da legítima defesa pessoal da nação e da pátria, para matarmos Jair Messias Bolsonaro; Antonio Hamilton Martins Mourão; Luiz Inácio Lula da Silva; Dilma Vana Rousseff; Michel Miguel Elias Temer Lulia; Ibaneis Rocha; João Doria; Ronaldo Caiado; Gledson Cameli; Renan Filho; Waldez Góes ; Wilson Lima Rui Costa; Camilo Santana; Renato Casagrande; Mauro Mendes; Reinaldo Azambuja; Flávio Dino; Romeu Zema Helder Barbalho; Ratinho Junior; João Azevedo; Paulo Camara; Wellington Dias; Wilson Witzel; Fátima Bezerra Eduardo Leite; Coronel Marcos Rocha; Carlos Moises; Delivaldo Chagas e Mauro Carlesse”

Veja o vídeo:

O homem é Célio Evangelista Ferreira do Nascimento, 79 anos. Ele foi preso junto a Rodrigo Ferreira, 40, por, além de ameaçar as autoridades, atentar contra a democracia, pedindo implantação do Estado de Sítio.

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Estado de Sítio é um instrumento burocrático em que o presidente da República suspende a atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário. No cenário brasileiro, isto significaria conceder a Jair Bolsonaro a autonomia para legislar o país, sem interferência de deputados e senadores e do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.

No caso deste grupo, o objetivo principal é lutar por uma intervenção militar, como explica o delegado da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Giancarlos Zuliani. Para isso, além de ameaçar autoridades e políticos, eles usavam símbolos nacionais verdadeiros para produzir mensagens antidemocráticas e divulgá-las tanto na internet, quanto nas ruas do Distrito Federal. O vídeo abaixo mostra alguns dos conteúdos feitos:

Vida de luxo

Para produzir e disseminar estes conteúdos antidemocráticos, tanto físicos quanto virtuais, o grupo era financiado. É o que apontam as investigações. “Elas moram em locais de aluguel muito caro, tem bons veículos, têm combustível, rodam o dia inteiro divulgando esse material antidemocrático e não têm nenhum tipo de fonte de renda”, conta o delegado. “A gente acredita que eles são financiados, e eles próprios, informalmente, admitiram isso.”

Agora, as investigações irão apurar de onde vem esse financiamento para descobrir se há algum parlamentar ou partido envolvido. “Nós vamos identificar principalmente através da análise dos dispositivos usados. Nesse momento, seria prematuro fazermos algum tipo de afirmação.”

Ameaça de morte

O que levou o grupo a ser descoberto foi, de fato, um e-mail enviado às autoridades na quarta-feira (20). O delegado Giancarlos Zuliani explica o teor da mensagem. “O e-mail é bastante direto no sentido de ameaçar a incolumidade física dos juízes e promotores. E a leitura simples do conteúdo já demonstra isso. É uma ameaça de morte, mesmo”, relata Zuliani.

Em conversa com os policiais, os presos afirmam que, assim como outras supostas mudanças no sistema democrático do país, a morte de juízes e promotores vai “naturalmente acontecer”. “São palavras que saíram deles”, informa o delegado. Veja o e-mail:

Foto: Divulgação/PCDF

 

O delegado assegura que, embora exista o pensamento de que a internet não é fiscalizada, a PCDF tem se atentado a ameaças e afins. 

“A internet não é terra sem lei. Quem fizer ameaça, vai ter a polícia seis horas da manhã batendo na porta dela. Pense muito bem no que você vai falar para que você não incida nenhum crime.”

As investigações seguem. Agora, o objetivo é saber quantas pessoas fazem parte deste grupo de ameaça à democracia.




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