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Cidades

Em Brasília, ato pró-Bolsonaro durou cerca de três horas

A caminhada começou por volta das 10h30. Além de Brasília, foram registadas manifestações em 146 cidades

Beatriz Castilho

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Vestindo verde e amarelo, manifestantes caminharam pela Esplanada dos Ministérios, na manhã deste domingo, para apoiar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a Polícia Militar do DF (PMDF), cerca de 20 mil pessoas participaram do evento. No local, o grupo se concentrou em uma parte do gramado central, em frente ao Palácio do Itamaraty.

Pedindo aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime, do ministro Sérgio Moro, os protestantes carregavam cartazes criticando o Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a saída do presidente da Câmara dos Deputados e Rodrigo Maia (DEM) e o fim do ‘centrão’.

A caminhada começou por volta das 10h30. Às 12h, manifestantes já saiam do local. Além de Brasília, foram registados atos pró-Bolsonaro em 51 cidades.

Adão e Gecielle saíram do interior da Bahia para participar da marcha. Foto: Beatriz Castilho/Jornal de Brasília.

Adão e Gecielle Barreto, 49 e 36 anos, chegaram na capital federal na última sexta. O casal, juntamente com as duas filhas, saíram de Luís Eduardo Magalhães, município no interior da Bahia, apenas para participar da manifestação.

De acordo com o empresário, a gestão atual é uma resposta aos governos passados. “Vivemos 40 anos de uma democracia falsa. Até então, só elegemos políticos que vieram para o poder por interesse próprio”, afirmou. “Por isso viemos para cá para apoiar, para pedir e ver as mudanças que o Brasil precisa”.

Movimentos sociais

O advogado Guilherme Martins, 35, foi à Esplanada ao lado do grupo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, na qual é voluntário. “Somos um movimento civil de inspiração católica que segue princípios de uma civilização cristã, que é o que aqui estamos defendendo”, contou.

Apesar de ressaltar que o Instituto não tem atuação político-partidária, o advogado afirmou que o grupo apoia Bolsonaro por questões de princípios. “Estamos com o governo até onde ele cumpra as promessas que fez, até porque ele foi eleito por uma reação à decadência moral que estávamos presenciando”.

Instituto Plínio Corrêa de Oliveira se caracteriza como movimento civil. Foto: Beatriz Castilho/Jornal de Brasília.

Outro grupo presente na manifestação era o Brasil Capital do Império. Integrante do movimento, o funcionário público Antônio Reis, 64, foi à marcha para pedir mudanças na estrutura política do país. “Apoiamos o Bolsonaro porque ele é de direita, mas o que queremos mesmo é mudança da república para a monarquia”.

Carregando bandeiras do Brasil Império, a associação vê na monarquia uma solução para problemas como corrupção, por exemplo. “Só nessa época o Brasil tinha estabilidade política e social. Nós éramos de primeiro mundo, éramos respeitados, tínhamos nome”, afirmou Antônio.

Trabalho

A pipoqueira Meciane Dias da Silva, 36, atrelou o trabalho à manifestação. “Já trabalhei em outras manifestações, mas essa foi diferente porque eu consegui manifestar junto. Adorei”, contou.

Contente com a gestão do militar, a brasiliense se juntou à marcha para pedir, principalmente, a aprovação da Reforma da Previdência. “Estou aqui pelos mesmo motivos que todos, queremos nossa aposentadoria para ver se assim o Brasil desafunda”, afirmou.

A pipoqueira Meciane Dias da Silva, 36, atrelou o trabalho à manifestação. Foto: Beatriz Castilho/Jornal de Brasília.

A ambulante Guiomar Gonçalves de Castro, 51, por sua vez, foi apenas à trabalho. Ela é contrária ao governo Bolsonaro, e foi questionada por uma manifestante porque estava de vermelho. “Respondi para ela que aquilo não importava, porque estava lá apenas para vender meu pão”, contou.

Guiomar se manteve afastada da concentração, por medo de ser questionada novamente. “Eu e meu marido nos dividimos. Ele é Bolsonaro, então deixei ele descer, mas eu preferi ficar aqui”. A ambulante ficou na praça do Museu, concentração da marcha, e disse que as vendas foram ruins.

Presidente

Bolsonaro não participou dos atos. Em um culto religioso na Igreja Batista Atitude, no Recreio, no Rio de Janeiro, ele defendeu os atos. “Hoje é um dia em que o povo está indo às ruas”, declarou. “Não para defender um presidente, um político ou quem quer que seja. Está indo para defender o futuro desta nação”.

O presidente ainda definiu os protestos como espontâneos. “Com uma pauta definida, com respeito às leis e às instituições, mas com o propósito de dar recado àqueles que teimam com velhas práticas não deixar que esse povo se liberte”, disse.

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