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Cidades

Sinpol diz que projeto de reajuste não está engavetado

Nesta terça-feira (9), o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) se reuniu em assembleia para tratar do andamento do processo de reajuste de 37% no salário da categoria. O Sindicato adota diálogo para tentar acelerar a tramitação da proposta encaminhada pelo GDF ao Governo Federal. Paralisação e movimentos radicais estão descartados a princípio.

A assembleia reuniu, pelo menos, 400 pessoas. Conhecido como Gaúcho, o presidente do Sindicato, Rodrigo Franco, afirmou que “diferentemente do que pensam, o processo não está engavetado no Ministério da Economia”.

Segundo o presidente, a proposta de reajuste que busca equiparar os salários dos civis com o dos policiais federais “já passou por vários departamentos, como a Secretaria de Orçamento Federal e o Tesouro Nacional. Não está engavetada, mas está complicado, pois o governo tem só uma preocupação: a reforma da Previdência”.

Primeira parcela suspensa

A primeira parcela do reajuste, prevista para ser paga entre 15 e 20 de abril, não deve acontecer, já que o processo tramita devagar. “Muito provável que o reajuste não esteja na prévia de pagamentos do mês”, afirmou Gaúcho durante a assembleia. “Já temos uma etapa vencida e agora temos outra a vencer. Nós somos a única categoria do planeta que precisa negociar com dois patrões. Qual estratégia a categoria vai adotar?”, completou.

Panoramas

A proposta de reajuste de 37% para os policiais civis foi encaminhada ao Ministério da Economia no dia 26 de fevereiro deste ano. Na ocasião, o governador Ibaneis Rocha (MDB), na companhia do diretor-geral da PCDF, Robson Cândido, e do secretário de Fazenda do DF, André Clemente, esteve reunido com o chefe da pasta, Paulo Guedes.

No dia 1º de março, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), se reuniu com o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres e discutiu o encaminhamento ao Congresso Nacional dos textos que garantem os reajustes das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros. Na ocasião, Bolsonaro não cravou datas e afirmou que mandará a proposta no “momento certo”. Ele frisou que a Reforma da Previdência é prioridade.

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