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Eleições no entorno do DF são mais caras que em todo o Goiás

Só o DEM gastou R$ 3,7 milhões em 12 municípios, o equivalente a 59% das despesas registradas no estado

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Cezar Camilo
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O Democratas (DEM) contratou R$3,7 milhões em serviços para seus correligionários na Área Metropolitana do Distrito Federal, a soma equivale à 59% do que foi despendido entre os candidatos da sigla em todo o restante do estado de Goiás – R$6,3 milhões. Dentre as maiores despesas estão a produção de santinhos, adesivos e pagamento de cabos eleitorais.

Segundo os contratos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos goianos na periferia da capital gastaram mais de R$17 milhões em uma única rodada de votação. Isso equivale a 85% do que foi empenhado em candidaturas no restante do Goiás, na soma de R$20,8 milhões.

O DEM desponta em contratações nas duas localidades, mas fica em primeiro somente na região periférica do Distrito Federal. Na área metropolitana, a sigla liberou três dos R$120 milhões disponíveis no Fundo Eleitoral do partido para as eleições de 2020 em todo o país. Foram 10.285 candidatos lançados pela sigla presidida pelo governador Ronaldo Caiado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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É também do DEM o destaque de maior contingente em contratações durante o pleito de 2020. O democrata Diego Vaz Sorgatto, 31 anos, se elegeu prefeito de Luziânia nas últimas eleições com 1.222 citações em contratos firmados durante a campanha. O TSE aponta uma gráfica de Santa Maria como principal gasto de Sorgatto durante a corrida à prefeitura. Foram R$1.950 dispendidos em “publicidade por materiais impresso” na HBL Gráfica.

A empresa atendeu a mais de 800 candidatos do entorno durante o primeiro e único turno das eleições. Perdeu em demanda somente para despesa com pessoal em atividades de militância e mobilização de rua. Combustível, serviços contábeis e advocatícios vem logo em seguida.

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O levantamento realizado pelo Jornal de Brasília levou em consideração as áreas que integram a metrópole funciona do DF, são elas: Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso – todas com contingente populacional abaixo do estipulado para ocorrência de um 2º turno (200 mil habitantes).

O Congresso Nacional representa a força do partido democrático. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal são presididos por signatários da sigla: Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), respectivamente.

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O presidente nacional da agremiação, Antônio Carlos Magalhães Neto, demonstrava preocupação com a fuga de filiados. Principalmente em relação à vacância de candidatos depois das eleições de 2018.

No Goiás, a varrida do DEM secou a fonte das Prefeituras para outras legendas. O Progressistas (PP) tradicional no interior goiano, elegeu apenas quatro prefeitos na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride-DF) – Abadiânia, Alexânia, Cidade Ocidental e Pirenópolis, onde a vitória de Nivaldo Melo está sub-júdice.

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O MDB, do governador Ibaneis Rocha, 2º colocado em contratações no estado de Goiás, saiu vencedor em Valparaíso, com a reeleição de Pábio Mossoró, e Barro Alto, com professor Álvaro. O PDT também garantiu dois municípios: Cabeceiras e Buritis. O PSB venceu em Cavalcante. O Podemos venceu a corrida em Formosa e Arinos (MG).

O DEM levou as prefeituras de Alto Paraíso, com Marcus Rinco, Cocalzinho, com Nenzão – vice em 2016 –, Cristalina, com a reeleição de Daniel do Sindicato, Santo Antônio do Descoberto, com o reeleito Aleandro Caldato, Padre Bernardo, com Joseleide Lázaro e Luziânia, com Diego Sorgatto.

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