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“Ele sabia do risco”, afirma mãe de motorista morto

As vozes uníssonas no Campo da Esperança de Taguatinga Norte bradaram o grito de “justiça”

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Vitor Mendonça
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Vitor Mendonça
redacao@grupojbr.com

Assassinado no último sábado (12), o motorista de aplicativo Henrique Fabiano Dias Coelho, de 25 anos, foi velado na tarde desta segunda-feira (14) no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga Norte. Familiares e amigos prestaram homenagens ao prestador de serviço de mobilidade de empresas particulares.

Ana Cléia Ferreira, mãe de Henrique Fabiano Dias Coelho, 25, morto em serviço de transporte por aplicativo no último sábado (12), declarou à imprensa que o filho era esclarecido quanto aos perigos da profissão. “O mal está em todo lugar, ele sabia do risco. Todo motorista de aplicativo sabe que vai sair, mas não sabe se vai voltar”, disse. Esta frase ecoa como um coro repetido por muitos motoristas que rodam no Distrito Federal.

Vitor Mendonça

O sentimento é o mesmo: insegurança. As vozes uníssonas no Campo da Esperança de Taguatinga Norte bradaram o grito de “justiça”. A palavra de ordem emitida também representa a classe dos trabalhadores de aplicativo que dirigem nas vias do DF. Pedem por mais segurança também para os motoristas, que, segundo eles não têm informações suficientes dos passageiros que buscam.

Acompanhada dos dois filhos mais novos, Ana Cléia chorou a morte do filho e estava amparada a todo momento por familiares, amigos e companheiros de profissão do filho. “Ele ajudava nas finanças de casa”, esclareceu a mãe, ainda abalada.

De janeiro a junho deste ano, foram 71 ocorrências de roubo com restrição à liberdade em que a vítima se identificou como motorista de aplicativo. O número representa um aumento de
507% em relação às denúncias feitas no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 14 ocorrências. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) conforme levantamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

“Uma das formas de roubo com restrição acontece quando o objetivo dos bandidos é a subtração do veículo e, para dificultar que a polícia seja comunicada sobre o crime, eles mantêm a vítima em seu poder. Este crime acontece também quando bandidos entram em um lugar e mantêm as pessoas presentes em confinamento temporário”, complementou a SSP/DF.


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