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Cidades

Donos de carros atingidos por desabamento comentam prejuízos

Publicado

em

Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

Os donos dos veículos destruídos pelo viaduto que caiu no Eixão Sul nessa terça-feira (6) começam a acionar o seguro automotivo, mas dependem da retirada dos escombros para terem acesso ao retorno das avarias. A operação de remoção do que restou da estrutura depende da finalização da análise completa da área. Desde a manhã desta quarta-feira (7), peritos fazem imagens com drone e scanner 3D, mas não há prazo para conclusão do laudo.

Quatro carros foram atingidos e dois ficaram totalmente danificados. Um deles é a Toyota Hillux do bancário Lindembergue Igor Silva, de 50 anos, que almoçava em um restaurante ao lado, quando ouviu um barulho forte. Era a estrutura caindo sobre seu carro.

Ele já acionou o seguro do automóvel, mas não tem previsão de quando terá retorno da avaria. “Eu dependo da retirada da estrutura porque a seguradora pede acesso ao veículo para desenvolver o pagamento, o que é impossível por enquanto”, explica. Morador de Taguatinga, ele foi ao trabalho no dia seguinte ao desastre de carona e deve voltar para casa por meio de transporte por aplicativo.

A vaga é regular e usada pelo servidor há 12 anos. De prejuízo, ele levou R$ 110 do valor do veículo, além de um notebook novo avaliado em R$ 3 mil. Ele também perdeu documentos, cartões e até mudas de roupas que havia separado para viajar na sexta-feira.

“Sempre vi que a estrutura é feia, mas um leigo não consegue dizer que há falha na estrutura. Tem ferros aparentes, concreto desgastado, mas jamais imaginei que algo assim aconteceria”, diz o homem que costumava passar horas no carro durante o almoço.

Apesar dos danos materiais, Lindembergue comemora a vida. “Estava ali quatro ou cinco minutos antes de cair”, conta. O que salvou sua vida foi a mudança na rotina. “Eu chego 7h30, estaciono o carro e vou trabalhar. No horário de almoço, voltei e coloquei umas coisas dentro para ir comer. Tenho o costume de descansar no carro, entre 12h e 13h30, lendo, ouvindo jornal. Hoje (ontem), tinha um curso. Fui almoçar e iria voltar para pegar o carro e ir ao curso. Se fosse um dia normal…”.


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