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Doenças raras em recém-nascidos podem ser identificadas na triagem neonatal

Todo ano, cerca de 100 crianças recebem diagnóstico precoce no Distrito Federal. Um aparelho é capaz de detectar até 22 doenças, podendo realizar a investigação sobre um paciente a cada dois minutos

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Os testes do Pezinho, da Orelhinha, da Linguinha, do Olhinho e do Coraçãozinho são fundamentais para o desenvolvimento dos bebês e todas as crianças tem o direito de fazê-los. A investigação é capaz de identificar doenças detectáveis de forma precoce, evitando sequelas mais graves. No Distrito Federal, a cada ano pelo menos 100 bebês são diagnosticados com doenças raras por meio dessas buscas.

“São exames capazes de diagnosticar doenças graves, assintomáticas no nascimento, mas que requerem tratamento ainda no primeiro mês de vida”, destaca a pediatra e responsável técnica distrital da Triagem Neonatal, Juliana de Vasconcellos.

As triagens neonatais são realizadas em todas as maternidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Os testes são analisados no laboratório especializado do Serviço de Referência em Triagem Neonatal, localizado no Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Apenas um aparelho é capaz de detectar até 22 doenças, podendo realizar a investigação sobre um paciente a cada dois minutos.

Considerado um dos exames mais importantes para revelar possíveis problemas na saúde das crianças, o Teste do Pezinho deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê. A data da coleta de material para este teste foi preconizada pelo Ministério da Saúde, principalmente por causa do início muito rápido dos sinais e sintomas de algumas doenças detectadas.

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O Teste do Pezinho pode prevenir sequelas em casos de deficiência mental, microcefalia, convulsões, comportamento autista, crises epilépticas, entre outras complicações.

No Distrito Federal, o Teste do Pezinho tem um diferencial. Sua versão básica, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), detecta seis doenças, mas na rede pública do Distrito Federal são rastreadas mais de 30 moléstias. E a investigação das doenças detectáveis está sendo ampliada, aumentando o rol de abrangência do rastreio para cerca de 40 doenças.

“O teste do pezinho promove uma cobertura de mais de 30 doenças raras, que podem ser letais se não forem tratadas. Com diagnóstico precoce, se torna mais fácil o tratamento e até a cura. A ampliação representa um custo-benefício muito alto”, ressalta a responsável técnica distrital das Doenças Raras da Secretaria de Saúde, Maria Teresinha Cardoso.

O teste do pezinho promove uma cobertura de mais de 30 doenças raras, que podem ser letais se não forem tratadas. Com diagnóstico precoce, se torna mais fácil o tratamento e até a cura.
Maria Teresinha Cardoso, responsável técnica distrital das Doenças Raras da Secretaria de Saúde
O Teste da Orelhinha é feito preferencialmente no segundo ou no terceiro dia de vida do bebê e identifica possíveis problemas auditivos no recém-nascido. Ele é realizado com o bebê dormindo. É indolor e dura em torno de dez minutos.

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O exame para diagnosticar a presença de patologias oculares é o Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como Teste do Olhinho. Basicamente, o médico observa o reflexo da luz emitida pela lanterna no fundo do olho do bebê. Se o método acusar alguma estranheza, a criança precisa ser encaminhada a um oftalmologista.

Já para detectar defeitos cardíacos, é feito o Teste do Coraçãozinho com a utilização de um sensor que mede a concentração de oxigênio no sangue.

O Teste da Linguinha é realizado enquanto o bebê está mamando e avalia a anatomia e a força de sucção. Este teste não dói e permite detectar se há alguma alteração na membrana da língua capaz de interferir diretamente na qualidade da amamentação do bebê e no desenvolvimento da fala, mastigação, deglutição e higiene oral.

De acordo com a área técnica, as mães geralmente ficam apreensivas na hora da realização dos exames nos bebês, mas reconhecem o quanto a Triagem Neonatal é um cuidado importante para a saúde do recém-nascido.

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É o caso da mãe do pequeno Isaac Alves, que, apesar do choro e do desconforto do filho, reconhece a necessidade do exame para a saúde do seu bebê. “Fico com o coração apertado, mas sei que é um exame muito importante. A prevenção e o tratamento com antecedência são sempre mais eficazes no tratamento da criança”, pontua Luana Alves, 30 anos.

A dona de casa Maria Fernanda da Silva, 19 anos, não sabia da relevância do Teste do Pezinho para a filha, Amanda Emanuelle. “Eu não conhecia a importância desse teste, mas pesquisei e fiquei ansiosa para saber do resultado. Agora, sei que é fundamental para começarmos cedo o tratamento, caso apareça alguma doença”, destaca Maria Fernanda.

Com informações da Agência Brasília. 


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