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DF é líder em número de pessoas com graduação

Pesquisa revelou que média de graduados é de 27,8%, quase o dobro do país

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Tatiana Py Dutra
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O Distrito Federal é a unidade da federação com maior percentual de moradores com Ensino Superior. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação 2019. O levantamento revelou que enquanto a média nacional de graduados é de 14,5%, na capital do país a proporção é quase o dobro: 27,8%. Nessa população, 28,7% são mulheres e 26,6% são homens.

Os indicadores da pesquisa, que coloca uma lupa sobre a escolaridade da população, apontam indícios que justificam resultado tão positivo. Um dos fatores é o tempo médio de estudo da população residente no DF, que foi de 11,5 anos, ao passo que o índice nacional são 9,7.

Outro fator que justifica o volume de qualificados é a média salarial. Segundo Michella Reis, analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda nominal per capita é de R$ 2.686 mensais, a mais alta do país. Isso torna a cidade atraente para talentos vindos de outros Estados.

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“O fato de muitas pessoas migrarem para o DF por conta dos rendimentos é muito interessante, porque quase 50% da população residente não é natural daqui”, observa Michella.

Mais pós-graduados

Mas os dados da PNAD Contínua indicam que o mercado de trabalho local atrai talentos, mas também exige muito deles. O DF tem o maior percentual do país de pessoas que frequentaram especialização, mestrado ou doutorado (10,5%), sendo que as mulheres com pós-graduação são 11,6%, enquanto os homens são 9,2%.

“A maioria dessa população trabalha em grandes estatais ou com empresas de economia mista, governamentais. Para que você tenha uma renda muito superior, precisará ampliar essa formação técnica de graduação e pós graduação”, afirma Rina Pereira, gerente-geral do Ibmec Brasília.

Na avaliação da professora, o fato de mais mulheres concluírem cursos de pós-graduação também tem a ver com os rendimentos.

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“Elas encabeçam porque são chefes de família. Muitos homens vêm trabalhar no DF mas não moram aqui, enquanto elas constituem família. Para ter aumento significativo de renda, precisam se especializar. Se tem uma graduação é obrigada a fazer uma pós para estar forte no mercado e até para poder equilibrar esse desiquilíbrio de ter muito mais homens trabalhando em alguns sistemas do que mulheres. Para provar eficiência, elas se especializam mais”, diz Rina, acrescentando que essa tendência é observada em todo o país.

Acesso

Karla Figueiredo Cavalcanti, 45 anos, trocou o Alagoas por Brasília há 10 anos por maiores perspectivas de emprego. E não se arrepende. Aqui, completou graduação e mestrado em Tecnologia da Informação, assim como o marido, Carlos.

“Na cidade que a gente morava em Alagoas, não tinha faculdade. Para estudarmos, era trabalhar o dia todo e viajar de noite para as aulas. Então, quando meu esposo passou em um concurso público aqui, aproveitamos para estudar. Assim, fomos progredindo na profissão”, conta.

Michella Reis também destaca a oferta de vagas no Ensino Superior que a capital oferece.

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“Temos uma gama de universidades, tanto públicas quanto privadas, de diferentes perfis. O acesso ao nível superior é facilitado para a população que reside aqui”, diz.




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