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Cidades

Deputado anuncia suspensão de licitação da merenda escolar

O distrital disse ainda que o novo secretário se prontificou a debater com os deputados as medidas que deverão ser adotadas para garantir um retorno às aulas com segurança, em meio à crise do coronavírus

João Carlos Magalhães Teles

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O deputado distrital Delmasso (Republicanos) disse nesta quarta-feira (24), em sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que a secretaria suspendeu a licitação, prevista para a próxima semana, que escolheria empresa para fornecer merenda escolar aos alunos da rede pública de ensino.

Delmasso explicou que esta foi a primeira ação do novo secretário Leandro Cruz a frente da Secretaria de Educação. “O primeiro ato do novo secretário foi interromper o processo licitatório que poderia estar eivado de vícios”, afirmou na abertura da sessão realizada por videoconferência 

O assunto vinha sendo debatido em plenário pelos deputados que chamaram atenção para problemas no certame, além das dificuldades que a terceirização causaria aos produtores e trabalhadores rurais que fornecem alimentos para as escolas e para as cerca de 3 mil merendeiras que atuam nesses estabelecimentos. 

De acordo com Delmasso, a disposição de Leandro Cruz é de “discutir com a Casa a melhor forma de conduzir os assuntos da educação do Distrito Federal”.

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Ele também explicou que a secretaria levará em consideração, na próxima licitação, ainda sem prazo, o dispositivo legal que determina a compra de 30% de matéria-prima para a merenda escolar diretamente de produtores locais. “Além disso, vai obrigar que sejam mantidas todas as merendeiras que já trabalham nas escolas públicas”, observou.

Volta às aulas 

O distrital disse ainda que o novo secretário se prontificou a debater com os deputados as medidas que deverão ser adotadas para garantir um retorno às aulas com segurança, em meio à crise do coronavírus. Vários parlamentares abordaram o assunto devido à proximidade da retomada das aulas, inicialmente, a distância.

Arlete Sampaio (PT) demonstrou “total preocupação” com as aulas remotas a partir da próxima segunda-feira (29).

Na avaliação dela, baseando-se em dados de entidades sindicais, 120 mil estudantes serão prejudicados, “pois não possuem computadores ou tabletes, ou não têm acesso à internet”. A deputada solicitou ao GDF que apresente soluções para a questão. “Torna-se urgente encontrar meios para incluir todos os alunos, pois muitos correm risco de ficar pra trás no processo educacional”, alertou.

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O deputado Delegado Fernando Fernandes (PROS) reforçou a necessidade de equipamentos para que os estudantes possam acompanhar as aulas que serão ministradas online. Ele relatou visita a escolas da rede pública em Ceilândia onde disse ter percebido a apreensão dos educadores diante dessa situação.

Por sua vez, o deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), também referindo-se à volta às aulas no próximo dia 29, falou sobre a urgência de o governo testar os gestores escolares para a Covid-19. “Os dirigentes escolares têm mantido contato presencial com pais de alunos que os procuram para tirar dúvidas ou para acessar o material didático indispensável ao acompanhamento das aulas remotas. E, ante uma previsão de retorno presencial já em 1º de agosto, torna-se urgente a testagem, para que os gestores não sejam vetores de contaminação da comunidade escolar”, argumentou.


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