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CPI da Pandemia: Rafael Prudente sai em defesa do Buriti

O presidente da CLDF deve instalar a CPI da Fake News, limitando assim o número máximo de comissões de inquéritos na Casa

Lucas Valença

Publicado

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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Rafael Prudente, vai lutar para a não instalação da CPI da Pandemia, protocolada ontem por parlamentares da oposição e do chamado Centrão.

A estratégia que será usada pelo presidente é clara. Sabendo que o pedido de CPI da Fake News já tinha coletado as assinaturas necessárias, o distrital Leandro Grass (Rede), autor da nova CPI, pediu para retirar a assinatura do documento antigo. O presidente, no entanto, não deve reconhecer a retirada da assinatura e instalar a CPI da Fake News antes, limitando assim o número máximo de comissões de inquéritos na Casa.

Há a expectativa nos bastidores, portanto, que Rafael Prudente alegue que, “já reconheceu” a assinatura de Grass, defendendo que a assinatura não poderia mais ser retirada. O regimento da Casa, no entanto, garante o direito dos parlamentares de subscreverem ou não o ofício até o momento da publicação do ato.

Uma alternativa será a retirada de assinatura da CPI da Pandemia. Nos bastidores, se comenta que a pressão será feita em cima do distrital Daniel Donizet (PSDB), integrante do Centrão.

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Prudente é do mesmo partido do governador Ibaneis Rocha (MDB) e possui fortes ligações com o Buriti. Só que o Centrão, gerador da nova polêmica, está descontente com o governo e fará pressão para que uma comissão sobre a pandemia seja instalada. Mesmo que os trabalhos não avancem, o entendimento geral é de que o “constrangimento” ao palácio seria enorme.

O Centrão é o bloco mais poderoso do Legislativo local. Além de ter três integrantes titulares na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o bloco possui dois titulares na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).

Procurado, o deputado Leandro Grass defendeu que o “regimento é claro” e lembrou que, “por mais que a CPI da Fake News tenha sido lido em plenário, ainda não foi publicado”.

O distrital da Rede explicou que, em sua visão, uma comissão de inquérito ou uma comissão especial deveria ter sido criada no início da pandemia, mas a Casa optou por não criar um órgão específico para fiscalizar, de forma mais próxima, os atos do Executivo.

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