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Covid-19: GDF cria Hospital de Campanha e recorre da decisão de reabertura do comércio

Buriti vive dia tenso e, em conversas reservadas, governador e equipe avaliam recursos jurídicos para reverter decisão da juíza Kátia Carvalho

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em

Foto: Jornal de Brasília
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Hylda Cavalcanti e Willian Matos 
redacao@grupojbr.com

Numa cerimônia fechada, com poucas pessoas e sem jornalistas, o vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto, formalizou nesta sexta-feira (15) o termo de parceria entre Governo do Distrito Federal (GDF) e a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio DF) para a construção de um hospital de campanha em Brasília. Mas o dia segue tenso no Palácio do Buriti, por conta da decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho, da Justiça Federal, durante a madrugada, que só autoriza a abertura gradual do comércio tido como não essencial no começo de junho e não na próxima segunda-feira (18) como esperava o GDF.

Em função disso, o governador Ibaneis Rocha iniciou a manhã reunido com equipes da procuradoria do DF, da secretaria da Justiça, do seu gabinete e alguns secretários para decidir de que forma poderia recorrer. Ele confirmou na solenidade que já entrou com uma medida, mas o governo não explicou, ainda, qual o instrumento jurídico utilizado.

Ibaneis não participou do ato de formalização da parceria para o hospital por conta desse tema. E porque, logo em seguida, seguiu para o Palácio do Planalto para uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro – em meio à nova crise observada com a pandemia, por conta do pedido de demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich.

No final da manhã, o presidente da Fecomércio DF, Francisco Maia, único que desceu para falar com os jornalistas, confirmou que foi impetrado um recurso junto à Justiça Federal pedindo para a abertura acontecer nesta segunda-feira, embora de forma escalonada e para poucas categorias (18). Maia, entretanto, preferiu não dar detalhes sobre o instrumento jurídico a ser utilizado pelo GDF. O pedido pode ser encaminhado ao TRF 1.

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Nos bastidores, assessores, representantes do comércio e secretários presentes comentaram que o governador chegou a dizer logo cedo que, se possível, recorrerá até ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da magistrada.

Aumento de desempregos

Estimativas feitas pela entidade e apresentadas por Maia são de que a demora de mais 15 dias para início da reabertura gradual permitirá que uma abertura total aconteça no final de agosto e começo de setembro. E isso pode representar aumento de 30% do número de desempregados no DF. “Os comerciantes estão quebrados”, ressaltou.

Integrantes do governo avaliam que foram atendidas todas as exigências feitas pela magistrada responsável pela decisão. E que a abertura não deixará de lado as medidas de prevenção à pandemia, incluindo a construção do hospital de campanha – que fez parte dos acordos prévios realizados entre Judiciário e Executivo nas últimas semanas.

Nesta sexta-feira, o Distrito Federal registrou a 52ª morte pela covid-19, enquanto 3.622 pessoas contraíram a doença. O número, apesar de ser menor do que o de outras unidades da Federação,é resultado das medidas de isolamento social implantadas desde março, conforme destacam especialistas diversos.

Como se não bastasse, desde as 7h grupos de comerciários amanheceram em frente ao Palácio do Buriti pedindo ao governador para que fosse observada, além da questão da saúde, também a situação econômica dos comerciantes.

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Relevância da parceria

Ao assinar o termo de parceria, o vice-governador Paco Britto elogiou a iniciativa da Fecomércio DF e as ações realizadas pela entidade dentre as medidas de prevenção à pandemia. Também destacou a relevância que o hospital de campanha terá para a população, sobretudo os comerciários e população mais carente.

O hospital terá 400 leitos, sendo 360 de UTI e 40 semi-intensivos. O local onde será instalado é objeto de nova reunião, a ser realizada segunda-feira, porque questões burocráticas e pequenos acertos serão concluídos até lá, conforme informações do Buriti e da Fecomércio.

Também na segunda será aberto o processo de licitação para a obra. A previsão, segundo o presidente da Fecomércio DF é de que a unidade fique pronta dentro de 30 dias.

O hospital cumpre um dos requisitos impostos pela Justiça para a retomada das atividades não-essenciais. Tanto o Serviço Social do Comércio (Sesc) nacional quanto o regional estão envolvidos na construção do hospital provisório, cabendo ao segundo a gestão do equipamento. A unidade foi prometida ao governo local pela Fecomércio no dia 7 de maio, como forma de viabilizar a retomada das atividades econômicas na cidade.


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