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Covid-19: Comissão da CLDF constata melhoras no HRC

“Melhorou o fluxo de atendimento, até porque o HRC é quase um hospital exclusivo de covid-19. Os outros casos não são atendidos lá, a não ser que sejam emergências” diz Fábio Felix

Olavo David Neto

Publicado

em

Foto: Divulgação/CDH
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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara Legislativa do DF (CLDF) comandou uma vistoria nas instalações do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Na instituição, foi aferida relativa melhora na gestão dos isolamentos de pacientes com covid-19 e dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Apesar disso, a permanência de casos graves no Pronto-Socorro e a falta de informações aos familiares preocuparam a diligência, formada também pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF), pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e pela Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil na capital (OAB-DF).

As vítimas da covid-19 são majoritariamente separadas em “alas vermelhas”, isoladas para evitar contato com o resto da instituição. Algumas, entubadas, ficam à espera da transferência para leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e não teriam atendimento adequado em caso de crises respiratórias, por exemplo. “Estão entubadas numa área que não tem a complexidade necessária para atendimento, vejo isso como uma questão muito grave que precisa ser cobrada da Secretaria de Saúde”, afirmou o deputado distrital Fábio Felix (Psol), presidente da CDH.

Foto: Divulgação/CDH

O parlamentar entende que há uma confusão na divulgação do quantitativo de leitos de UTI na unidade hospitalar. Segundo disse, alguns pacientes demoram a ser transferidos e são confiados a leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Assim, em casos de emergências, não haverá sequer a possibilidade tecnológica de prestar socorro ao enfermo. “Não tem hemodiálise, tratamento intensivo. Tem duas salas de casos graves que não eram UTIs, foram adaptadas. E não têm equipamento. Os 10 leitos-covid estão ocupados”, atenta o legislador.

Outra questão grave aos olhos do Grupo de Trabalho é a demora no repasse de informações às famílias. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, tal prática configura “um atentado brutal aos Direitos Humanos”. “A pessoa está muito mal e não tem sequer o acompanhamento familiar. Temos relatos de pacientes cujas famílias passaram três dias sem qualquer informação”, alerta Felix. A Secretaria de Saúde (SES-DF) emitiu a portaria nº 146, de 14 de março, que proíbe visitas e acompanhamento familiar presencial aos pacientes internados em função da covid-19.

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O parlamentar sugeriu à direção do HRC que haja um horário fixo para os médicos entrarem em contato com os familiares. Além disso, o deputado indicou que uma saída à falta de comunicação é a compra de dispositivos móveis para permitir, ao menos, contatos por videoconferência. Também apontou que “pacientes que não estão gravíssimos, entubados ou sedados possam entrar com celulares próprios”. A medida já está em vigor no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e a adoção delas no HRC ajudaria na região com mais casos e óbitos no DF.

Foto: Divulgação/CDH

Adaptações

Em 13 de julho, o HRC recebeu uma espécie de extensão, destinada ao recebimento de pacientes que se submeteram aos tratamentos contra a covid-19. Felix crê que a medida auxiliou na dinâmica do hospital. “Melhorou o fluxo de atendimento, até porque o HRC é quase um hospital exclusivo de covid-19. Os outros casos não são atendidos lá, a não ser que sejam emergências”, declarou o parlamentar. Também houve a instalação de 63 novos leitos de UTI para casos leves da infecção. Outras diligências estão marcadas. Conforme relatou ao Jornal de Brasília, há duas previstas para a próxima semana, mas os nomes dos locais não são passíveis de divulgação antecipada.

A Secretaria de Saúde foi questionada pela reportagem sobre medidas de combate às falhas encontradas pelo GT, mas informou apenas que não fora “notificada oficialmente”.

 




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