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Cidades

Corpos bailam no ritmo da saúde

O balé traz diversos benefícios tanto para o corpo como para a mente. Conheça as vantagens da dança clássica para homens e mulheres de todas as idades

Lindauro Gomes

Publicado

em

Foto: Ricardo Ribeiro
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Balé é bom para todos

A dança oferece inúmeros benefícios à saúde física e mental em todas as fases da vida

Camilla Germano
redacao@grupojbr.com

Melodias lentas, tons delicados — e de repente começa a dança. É uma arte; é uma poesia corporal: é o balé. Ele ajuda na resistência física, na concentração, na confiança e, normalmente, é relacionado às meninas, mas está sempre aberto a todos os gêneros, idades e histórias. Os bailarinos amam o que fazem, amam sentir cada batida e cada dor que porventura decorra de um dia longo de treino.

A dança ajuda no fortalecimento muscular e no aprimoramento do condicionamento físico, mas pode ajudar os dançarinos a adquirirem várias outras habilidades, como o controle da respiração e a memória.

O balé é uma dança encorajada para as crianças pequenas e, desde a infância, elas já começam a aprender a disciplina, socialização, criatividade, memória. Já entre os adultos, muito usam a dança como escape para os problemas, como terapia.

Foto : Ricardo Ribeiro

O neurologista do Hospital Santa Helena, Cláudio Carneiro, explica que o balé pode ajudar em uma série de fatores, inclusive nas crianças. “O balé ajuda, por exemplo, nas capacidades das crianças de interagirem umas com as outras. Além disso, o estímulo à prática da dança para as crianças é importante porque é mais fácil adquirir habilidades nessa faixa etária”, diz.

Keyla Cristine Rocha de Lima, 43, é publicitária e bailarina há 33 anos, e explica que a dança também pode ser benéfica para os adultos. “Quando se começa desde criança, o balé ajuda em tudo, disciplina, socialização, criatividade, memória, desenvoltura e expressão; influencia o gosto musical; faz a criança ter uma postura correta. Ao passo que, na vida adulta, além de trabalhar o corpo enquanto atividade física, trazendo os mesmos benefícios das crianças, ainda trabalha a mente, faz as pessoas esquecerem dos problemas; é uma terapia mesmo”, comenta.
Saúde mental

Keyla também é dona de uma escola de balé e conta que nota a diferença nas alunas, ao final da aula, quando chegam desanimadas. “A dança dá um empoderamento, te faz se sentir bem consigo mesmo. É o sentimento de felicidade. Quantas vezes minhas alunas me relataram que chegaram para a aula tristes com algum problema e, depois da aula, estavam mais leves, por terem dançado, por terem ouvido uma boa música”, relata.

Ela explica que o balé é a atividade física mais completa que existe, porque trabalha todos os grupos musculares, respiração e ajuda na recuperação de doenças também. “Eu sou a prova viva disso: aos 21 anos tive câncer (linfoma de Hodgkin) e o que me ajudou a superar esse momento difícil foi o balé, porque, enquanto eu estava nas aulas, eu esquecia do tratamento, eu tinha na mente as músicas lindas que o balé nos faz ouvir e a dança no meu corpo. Naqueles momentos esquecia que estava doente”, diz.

Para Cláudio Carneiro, usar a dança para cuidar tanto da saúde física quanto da saúde mental é essencial, e tem mesmo efeito como um remédio tem para doenças. Ele reflete também que os benefícios do balé não são estudados na área da saúde, mas que as lesões causadas pela dança o são.

“A gente não estuda a saúde, a gente normalmente foca nos traumas que podem surgir e isso é uma falha nossa”, explica.

Estímulos diversos

A dança, em geral, ajuda em uma série de áreas da saúde. A confiança, a postura, a autoaceitação e o autoconhecimento podem ser estimulados pela dança e isso pode ser benéfico para pessoas de todas as idades e gêneros.

A movimentação do corpo ao escutar uma música já é suficiente para liberar endorfina e dopamina, auxiliando o corpo a combater diversos transtornos psíquicos como a depressão, ansiedade generalizada e estresse.

A convivência constante com outros bailarinos e as apresentações em público, por exemplo, podem proporcionar novas formas de ver e perceber o mundo e oferecem a oportunidade de criar amizades intensas também.

Além disso, para praticar a dança, é preciso ter um excelente controle muscular para sustentar as poses e piruetas no ritmo da música, e isso demanda uma boa respiração diafragmática, ou seja, que a movimentação do diafragma esteja alinhada à respiração.

A funcionária pública aposentada Maria Ignez Cavalcanti começou a dançar balé há quatro anos. Ela relata que a dança ajudou muito na qualidade de vida dela.

“Depois da natação, o balé é uma das atividades físicas mais complexas. A dança me ajudou muito na minha postura e na minha respiração”.


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