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Cidades

Conselhos não apoiam o retorno presencial às aulas

Coren e CRM consideram que um retorno do ensino presencial possa alavancar o casos de covid-19 no DF

Lucas Neiva

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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O momento atual não é propício para o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas ou privadas no Distrito Federal. É o que consideram os presidentes do Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF). As duas categorias consideram que um retorno do ensino presencial possa alavancar o casos de covid-19 no DF.

“Nesse momento, as estatísticas estão mostrando um aumento no número de contaminações e na quantidade de óbitos por covid-19. O retorno presencial das atividades nas escolas do DF aumentaria o número de pessoas expostas à doença, e com isso aumentaria o número de pessoas que levariam a infecção para suas casas. Assim a doença chegaria em parentes, pais, avós, e corre-se o risco de aumentar a mortalidade entre pacientes”, afirma Farid Buitrago, presidente do CRM-DF.

Coren

Marcos Wesley, presidente do Coren-DF, segue na mesma linha. “Não é o momento. É prematuro pensar na volta às aulas nesse momento. Nós acabamos de bater um record de mortos no Distrito Federal, e se as crianças voltarem às aulas, com certeza o número de contaminados vai aumentar e nós não teremos uma estrutura para o atendimento de todas as pessoas contaminadas. Seria colocar em risco, ainda mais, a população. Nesse momento, somos contrários a qualquer decisão de afrouxamento das medidas de controle”, afirma.

“A nossa experiência já mostrou que a abertura das escolas deve acontecer principalmente quando os números mostrarem que a pandemia está decrescendo. Quando os números mostrarem que os contágios estão diminuindo, e o número de óbitos também. E isso ainda não está acontecendo no Distrito Federal”, defende Farid.

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