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Cidades

Concurso para Secretaria sob suspeita

Candidatos entram com reclamação junto ao Ministério Público apontando irregularidades na prova para a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes)

Vitor Mendonça
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Concursandos da última prova para a Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (SEDES-DF), realizada pelo Instituto Brasil de Educação (IBRAE), abriram um processo de reclamação em documento contra a banca examinadora na tarde de ontem junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por irregularidades no exame.

As reclamações feitas pelos candidatos às vagas são referentes à aplicação das provas, que, segundo eles, descumprem determinações do edital do exame. O ponto comum em muitas delas é a má elaboração das questões, que dariam margem para duplas interpretações e outras com duas possibilidades de resposta.

Concursandos para vagas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF abrem reclamação no MPDFT contra o Instituto Brasil de Educação (IBRAE).
Foto : Vitor Mendoça

Das questões anuladas até a data de publicação da matéria, foram três de conhecimentos gerais e outras quatro entre os conteúdos de pedagogia, psicologia e serviço social. Nenhuma posição oficial foi publicada.

Outra reclamação dos candidatos, em documento, se refere à informalidade de resposta aos recursos enviados à instituição. A seguir, um trecho evidencia, por exemplo, a culpabilização de um dos candidatos por parte da banca examinadora.

“Em que pese todo o respeito e consideração que é preciso ter com os(as) candidatos(as), mas uma pessoa que assistir televisão, ler um tipo de periódico e estiver, minimamente, atualizado sobre a saúde brasileira, sabe que é incorreto dizer que parte da população se sente discriminada na busca de atendimento pelos serviços públicos, mas não se sente pelos planos de saúde”

Em outro trecho, a pessoalidade é evidente:

“Eu, por exemplo, realizei alguns concursos. Por vezes, dentre um item de um ponto, há uma série de outras questões gravitantes em torno deles.”

Os concursandos alegam a falta de preparo da banca tanto para a realização da prova quanto para a resposta aos candidatos que se sentiram lesados na correção destas.

Esta, no entanto, não é a primeira vez que a prova é realizada e o instituto retaliado. Em 24 de março deste ano, o exame fora realizado pela mesma banca para preenchimento das vagas na Secretaria em questão. Na ocasião, candidatos portavam telefones celulares sem retaliações e não havia detector de metais nas mediações do local de prova. A fim de cumprir com os princípios de isonomia, o exame foi anulado por irregularidades.

O Jornal de Brasília tentou contato com o IBRAE e com a SEDES-DF, porém não atenderam ou retornaram as ligações feitas.

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