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Comércio: pandemia dificulta liquidação

Comerciantes seguram os estoques com medo de ficarem sem produtos para reposição

Catarina Lima

Publicado

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O consumidor que busca por preços mais em conta tem a sua disposição mais de 700 lojas de entrequadras e de shoppings, que estão em liquidação no Distrito Federal. No entanto, o presidente do Sindvarejista, Edson de Castro, acredita que neste ano a tradicional liquidação de janeiro será tímida, se comparada à do ano passado, em virtude da pandemia de coronavírus.

“Alguns comerciantes estão preocupados por não saberem se terão mercadoria para repor o estoque, por isso não estão colocando todos os produtos na liquidação”, explicou Castro.

“Além da questão dos estoques, as pessoas estão preocupadas com a possibilidade de perderem os empregos, se haverá outro fechamento do comércio, entre outras coisas. Devido à pandemia, este ano existem muitas interrogações”, explicou. Segundo Castro, o comércio do DF não aguenta outro período de fechamento de lojas. Entre os segmentos que enfrentam problemas de reposição está o setor calçadista, que depende de vários produtos – ferragens, linha, couro e borracha, entre outros, para realizar a produção.

Descontos de 30% a 60%

De acordo com o Sindvarejistas, os descontos oferecidos pelos lojistas estão variando entre 30% e 60%. Roupas, objetos para o lar e calçados são os setores que mais oferecem redução nos preços. A liquidação de verão deste ano deverá ir até o dia 17 de janeiro, de acordo com informação do Sindvarejista. “Esta é uma boa oportunidade para renovar o guarda-roupa, por exemplo, porque os preços e as condições de pagamento atraem os consumidores”, avaliou Castro.

Algumas lojas parcelam o pagamento em até cinco vezes sem juros. O cartão de crédito é a forma de pagamento utilizado por 95% dos que fazem compras nesta época do ano. Levantamento do Sindivarejista indica que o público feminino é o que mais faz compras na liquidação de janeiro – 75% do total de consumidores. Em busca de atrair clientes, além dos preços mais em conta, os comerciantes das entrequadras 304/305 Sul e 308/309 Sul, a maioria das lojas utiliza cartazes nas vitrines anunciando a temporada de preços baixos.

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Conjunto Nacional

Apesar de o Sindivarejista ter anunciado que a temporada de liquidações vai até o dia 17 de janeiro, o consumidor pode encontrar preços mais baratos na cidade até a penúltima semana de janeiro. O shopping Conjunto Nacional vai iniciar a liquidação chamada “Super Saldo” no próximo dia 14 e só terminará no dia 22. Segundo a assessoria do centro de compras, o interesse em participar da iniciativa é de 70% dos lojistas, mas pode aumentar, já que ainda não terminou o período de adesão.

Além das compras feitas nos shoppings e comércio de quadras, alguns brasilienses também preferiram economizar recursos em dezembro para gastar em janeiro nas compras on-line. Estas, no entanto, não contribuem para a geração de empregos no DF.

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Cristiane Moura, proprietária da loja 2 Tempos, que tem cinco unidades em Brasília, acha que as liquidações começaram muito cedo, uma vez que boa parte das pessoas estão viajando. As lojas dela ainda não entraram em liquidação. “Este ano é atípico, as liquidações começaram muito cedo”, disse. Cristiane não arisca um palpite sobre a adesão dos consumidores.

Ana Paula, proprietária das lojas Outershoes e Morana, acredita que dentro do possível o período de liquidações positivo, apesar da pandemia. As lojas de Ana Paula entram em liquidação hoje. A empresária confirmou que a indústria calçadista teve problemas de abastecimento, mas ela utilizou uma boa logística e não enfrentou problemas.

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