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Comércio: cuidados na hora da reabertura

Shoppings retornam atividades cercados de expectativa e receio. Horário será das 13h às 21h. Funcionários foram todos testados

Pedro Marra

Publicado

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Shoppings reabrem hoje no DF

Estabelecimentos adotam protocolos e câmeras que medem temperatura para garantir segurança

Preocupação e alívio se misturam na reabertura dos shoppings a partir de hoje. Conforme decreto assinado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) da última sexta-feira (22), a reabertura dos centros comerciais são motivo de comemoração para quem vê a crise pelo lado econômico. Mas para quem enxerga o aumento de mortes e casos confirmados no DF, o medo é maior que a necessidade de ganhar dinheiro.

Com a mudança, os shoppings irão funcionar de 13h às 21h. Todos os funcionários serão testados. Os clientes terão medição de temperatura antes de entrarem, mas não poderão usar os provadores. As praças de alimentação só poderão fazer entregas por delivery ou com retiradas, sem consumo no local. Os únicos espaços que ainda não vão poder abrir são as atividades de lazer e os cinemas.

O protético, Ranon Roberto, de 45 anos, trabalha em uma clínica odontológica do Conjunto Nacional. Ele concorda com a reabertura dos shoppings para ganhar dinheiro. Ao mesmo tempo, diz que tem feito entregas diretamente aos clientes pelo sistema de delivery.

“Temos que ter todo o cuidado, mas se não tiver como voltar, a pessoa vai passar necessidade. Ainda mais com o tanto de desemprego daqui. Eu mesmo dependo daqui aberto. Se eu não trabalhar, como sobrevivo? Quem tem recursos para ficar em casa, eu concordo. Mas para quem precisa do serviço, acho que tem que voltar com todos os cuidados. É mais pelo lado econômico, porque eu estou trabalhando em caso de emergência”, opina.

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Em frente ao Conjunto à espera de um amigo, o auxiliar de cozinha Antônio Alves, 47 anos, comentou que é preciso ter bastante cuidado com pouco movimento de pessoas nos shoppings, mas aprova o retorno. “O shopping até que tem aglomeração. Mas mesmo assim, concordo com a volta. Desde que tenham poucas aglomerações, bastante cuidado e fazendo testes nas pessoas, usando máscara, álcool em gel e tomando distância das pessoas. Dá para confiar na reabertura”, afirma.

“Vai ser um caos”

Mas há quem discorde da decisão do GDF. É o caso da estudante do 3º ano do ensino médio, Clarisse Fleury, de 17 anos. “Frequento muito o Pátio Brasil, mas acho que nem escola, shopping, lojas deveriam abrir agora. Acho que eu me sentiria exposta ao novo coronavírus. Por mais que as pessoas estejam de máscara, a gente não sabe o que elas fazem com as mãos. Tocamos em um dinheiro que usamos para pagar, pegamos no cartão, máquina de cartão, o lanche. Passamos a mão em algum lugar onde uma pessoa sem máscara passou”, analisa a jovem.

Ela ainda projeta como será a reabertura de shoppings no Distrito Federal. “Vai ser um caos. Acho que muitos jovens, principalmente, vão vir. Porque tem muitos que não têm conselhos dos familiares para ficarem em casa. Então querem um refúgio para sair de casa com os amigos para terem um refúgio. E o shopping é um refúgio. Muitas pessoas que passam por problemas em casa, vão acabar saindo”, acrescenta Clarisse.

Vendedora de uma loja do Pátio Brasil, Joyce Larissa, 27 anos, entende a exposição à convid-19, mas teme pelo contágio, já que mora com a mãe e o filho, que são do grupo de risco da doença. “Acho que não deveria retornar. Se eu não estivesse trabalhando, estaria em casa. Principalmente eu que tenho pessoas do grupo de risco em casa. Minha mãe é diabética e hipertensa, e meu filho tem doenças pulmonares como asma. Eu acho que não era a hora para reabrir, porque as pessoas ainda não estão cientes que é perigoso. Tem muita gente na rua em momentos de lazer, por exemplo”, expõe.

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Fiscalização diária

O DF Legal informou que a força-tarefa fiscaliza diariamente com cerca de 300 servidores de 10 órgãos do GDF. “Os órgãos especificados no decreto nº 40.817/20, de 22 de maio, farão a fiscalização dentro de suas atribuições. As sanções previstas aplicam-se de forma cumulativa tanto aos shopping centers quanto às lojas neles estabelecidas. De acordo com o art. 9º, as pessoas físicas e jurídicas deverão sujeitar-se ao cumprimento das medidas previstas no Decreto, sob pena de multa, interdição e demais sanções administrativas e penais, nos termos previstos em lei”, diz a nota enviada ao Jornal de Brasília.

Saiba Mais

O shopping Pátio Brasil aproveitará a reabertura para testar um sistema de câmeras termográficas, com equipamentos que identificam alta temperatura corpórea por meio de raios infravermelhos.

“As câmeras são capazes de identificar em um segundo um indivíduo com temperatura elevada, mesmo que ele esteja circulando com mais gente, e podem mapear a temperatura do corpo de 1.800 pessoas por minuto”, diz o shopping.

No Conjunto Nacional, toda a equipe de manutenção do shopping passará por um treinamento intensivo e colaboradores e lojistas terão que realizar quinzenalmente testes de covide-19.

Os shoppings das Organizações PaulOOctavio (Brasília, JK, Taguatinga e Terraço Shopping) vão seguir um protocolo de reabertura que também foi encaminhado aos lojistas.

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O número de pessoas trabalhando na higienização de áreas de circulação foi aumentado, assim como o número de dispensers com álcool gel para uso dos clientes. Os estacionamentos de centros comerciais da rede ficarão limitados a 50% da capacidade.




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