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Com ajuda da PCDF, mãe reencontra filho biológico após 31 anos

Ela deu à luz em abril de 1988 e teve de colocar o filho para adoção. Família adotiva mora em outro país

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília
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Willian Matos
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Há cerca de dois meses, a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) recebeu uma mãe que queria saber o paradeiro do filho. A mulher deu à luz a criança há 31 anos, em abril de 1988, e teve de procurar interessados em adoção, uma vez que ela já tinha uma filha fruto de outro relacionamento, estava separada e não dispunha de condições financeiras para criar um segundo herdeiro.

À época, a mulher, que tinha 22 anos, encontrou um casal interessado em cuidar do recém-nascido, que veio ao mundo no Hospital Materno de Brasília (HMIB). Eles estavam dispostos a adotá-lo, até por temerem pela vida dele, caso o garoto ficasse com a mãe biológica. Ainda quando criança, ele foi diagnosticado com uma doença que impediu o completo desenvolvimento mental.

Desde então, a mãe nunca mais teve notícias do filho. No dia 27 de abril deste ano, ela decidiu pedir ajuda à Polícia Civil do DF (PCDF) em busca de informações. Dois meses depois, o trabalho de apuração da polícia encontrou o casal que adotou garoto — hoje homem. Eles moram em outro país.

O reencontro entre mãe e filho biológicos aconteceu no último dia 19 de junho. A família adotiva não se opôs às buscas da progenitora.

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As famílias envolvidas pedem para que as imagens e nomes sejam preservados.

Adoção ilegal

O procedimento correto de doação não foi adotado e, por isso, o caso foi remetido ao Ministério Público do DF, que irá verificar a necessidade de processar criminalmente os pais adotivos. Foi um clássico caso de adoção à brasileira, quando um casal toma a guarda de uma criança sem que o Estado saiba.

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Nestes casos, a prescrição somente começa a correr quando o fato vem ao conhecimento da autoridade pública. A pena pode ir de um a dois anos de detenção, mas o juiz pode aplicar o chamado perdão judicial.




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