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Cidades

Clientes ainda precisam de conscientização, afirma gestor de bar

Movimento permaneceu moderado em alguns bares da capital no segundo dia de reabertura

Vítor Mendonça

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“Nossa maior dificuldade é reeducar os clientes para seguir os novos padrões”, afirmou Bento Souza, subgerente do Abençoado Bar, no Sudoeste, um dos estabelecimentos que teve boa parte das mesas ocupadas nesta quinta-feira (16). Segundo ele, é preciso muita paciência para explicar a todos as novas regras. “Quem leu o Decreto fomos nós funcionários, mas muitos clientes ainda não sabem das regras e precisamos pegar no pé”, continuou.

Nesta quinta-feira, dia seguinte ao da reabertura, o movimento permaneceu moderado em alguns estabelecimentos, e em outros, apesar do grande número de clientes, o controle foi menos complicado.

No estabelecimento, que distribuiu as mesas pelo estacionamento em frente ao bar, a média é de três pessoas por mesa. Em dado momento, a reportagem testemunhou um dos clientes se aproximar para interagir com ocupantes de outra mesa, já lotada com seis pessoas. O comportamento logo foi repreendido por um dos garçons e o cliente voltou à mesa de origem.

Ao Jornal de Brasília, o subgerente disse que, neste segundo dia de funcionamento, teve problemas no controle das clientes em cada lugar. O distanciamento de pelo menos dois metros entre as mesas e cadeiras por vezes é furado quando alguns se movem nas mesas. “Daí chamamos a atenção para ajeitar conforme arrumamos, mas é difícil. Daqui a pouco se movem novamente”, reclamou Bento.

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Ele afirmou ainda que se o comportamento de um cliente for insistente na desobediência das novas normas, os funcionários tem o aval para deixar de atendê-lo. “Por mais que fira algum direito ao consumidor, a nossa intenção é continuar funcionando. Tem muito pai de família que depende disso aqui. Se ficarmos outro período fechado, nao sei se sustentaremos.”

Localizado na quadra 201 da Asa Sul, porém, no bar e restaurante Boteco da Boa a situação foi diferente. O estabelecimento recebeu poucos clientes na noite desta quinta-feira (16). Com 50% da capacidade, o estabelecimento teve apenas três mesas ocupadas – oito pessoas no total por volta das 21h.

Aliviada, a gerente Luzânia Souza confessa que temia aglomerações e desrespeito dos clientes quanto às normas de funcionamento. Segundo ela, não houve problemas com os frequentadores. “Estava com medo, mas até para ir ao banheiro estão colocando as máscaras, então estou gostando do que estou vendo aqui”, celebrou.

Este foi o primeiro dia que Diogo Lima, 35, voltou a frequentar o ambiente boêmio do qual sentia falta, após quase quatro meses de fechamento. “Em casa compramos [ele e a namorada Bênia] muita bebida, mas não é a mesma coisa. Não tem aquela preparação de comida profissional como no barzinho”, ponderou o gerente de relações de hotéis.

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 Ele escolheu nas redes sociais o bar que iria frequentar nesta noite. “Pelo que vi das medidas que tomaram, confiei que seria uma boa opção.” A casa de bebidas e restaurante Ticiana Werner foi o estabelecimento eleito para a noite de lazer fora da residência.

Quem também manteve as mesas cheias foi o Bar e Restaurante Fausto & Manoel, conhecido no Sudoeste. Não houve dificuldade para administrar os clientes, segundo o gerente do local, Afrânio Carneiro. “Aqui todo mundo foi compreensivo e está colaborando para cumprir as regras”, informou.

Questionado sobre uma das mesas em que havia seis pessoas sentadas e uma em pé, o gestor declarou já ter orientado que o mesmo deveria sair, uma vez que o limite por mesa se restringe a meia duzia de clientes. “Ele disse que vai embora”, garantiu Afrânio. Pouco depois, o rapaz saiu. “Graças a Deus por aqui o pessoal tem levado a sério”, complementou.

Dentro do esperado

O movimento inicial da maneira como tem acontecido é considerado pelo presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Jael Antônio da Silva, como “dentro do esperado”. Um bom parâmetro para entender o comportamento no DF será o que há de ser verificado nesta sexta-feira (17). “A expectativa é de maior fluxo em bares e restaurantes, como sempre foi”, afirmou o representante.

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