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Classes afetadas pela covid-19 se readequam a novo cenário

Desde março, diversos setores estão passando por mudanças significativas para se adequarem às restrições impostas pela pandemia

Aline Rocha

Publicado

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A pandemia do novo coronavírus (SARS-COV-2) começou na China, na cidade de Wuhan, no dia 17 de novembro de 2019. Desde então, foi se espalhando pelo mundo, sendo registrado país por país, até que a Organização Mundial da Saúde declarou, em 11 de março de 2020, a pandemia mundial. Na noite dessa segunda-feira (28), o país já havia registrado 7.504.833 casos de covid-19 e 191.570 óbitos.

Com a chegada da pandemia no Brasil, uma das categorias mais afetadas foi a de cultura e entretenimento. Músicos perderam o espaço e a liberdade de apresentações, bares foram fechados, shows cancelados e apresentações resumidas às lives. 

No cenário da música brasiliense, Allan Massay conta ao Jornal de Brasília que o ano foi de mudanças. “Eu estava no ritmo de apresentações bem intensa e eu vivo de música. Vivo dessas apresentações e do ano passado para esse ano a gente estava no crescente bem legal, estava no ponto que a gente tava fazendo de 15 a 20 apresentações em um mês, chegando no ápice. Até que em março desencadeou o novo coronavírus e mudou tudo de uma forma muito abrupta”, explica.

Segundo ele, os planos acabaram sendo alterados. Com um DVD recém gravado, Allan já tinha data marcada de show de lançamento, com data marcada e quase todos os ingressos vendidos.

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“Na semana seguinte ao anúncio da quarentena eram várias expectativas, e eu tive que lidar com isso, mas a gente entende e sabe que é um momento muito típico do mundo e a gente busca se adaptar”, comenta o artista.

Como forma de se manter ativo e conseguir permanecer com a saúde mental da forma mais saudável possível, ele decidiu converter a energia que tinha para produzir. Durante lives com artistas do mesmo ramo, Allan contou ao JBr que chegou a arrecadar duas toneladas de alimento. Para não ficar parado, além de lives beneficentes, ele participou, em parceria com o Soul Power, de dois shows drive-in e, segundo ele, “foi uma experiência fantástica porque eu nunca pensei que, ao invés de aplausos, eu ia ouvir buzinas. Foi muito legal, de verdade. Foi uma experiência bem diferente, muito legal de se ter, mas não é a mesma coisa”.

O contato com o público, apesar de não estar mais de pertinho, permitindo a conexão física, foi ainda mais calorosa.

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“Eu nunca me senti tão abraçado quanto nesse momento. É muito engraçado né, porque a gente sente falta do calor humano, essas coisas, mas como eu vi muito propósito dentro da minha profissão nesse período, eu acho que existe um retorno maior da galera”, disse o artista.

“Foi o ano que eu mais produzi na minha vida. Eu estava com muita energia acumulada então eu realmente quis canalizar isso e foi a melhor coisa que eu pude fazer. Esse ano lancei 12 músicas, lancei vários clipes, inclusive clipes da forma que davam para fazer”, relembrou.

Hoje, com a reabertura autorizada de bares e restaurantes na capital, o músico já voltou a se apresentar, tomando todos os cuidados necessários para evitar o contágio pelo vírus. Entretanto, ainda sim, Allan foi contaminado e precisou ficar em isolamento.

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“Em alguns momentos foge do controle, infelizmente, mas o que eu puder fazer para a gente trabalhar em segurança, eu vou fazer. A gente voltou a tocar em lugares que estão realmente seguindo protocolo maior e tem dado certo né. Infelizmente, nesse último mês eu contraí covid, mas  não passei para ninguém próximo porque eu segui os protocolos. A gente está trabalhando da forma que dá, que conseguimos, sabendo que tá uma exposição a mais”, relatou o cantor.

Allan contou, também, que acredita que 2021 será um ano “muito mais feliz”. “Brasília é um celeiro de artistas maravilhosos, artistas talentosíssimos que merecem atenção e espaço. Para a galera: depois de tomar a vacina, conheçam essa galera maravilhosa de vários cenários e vários gêneros musicais. Brasília exala arte, vai muito além de política. Brasília tem tudo para ser uma cidade de polo cultural”, finalizou.

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Seguindo uma ideologia similar à de Allan está Rayssa Ferreira, dona do bar Primo Pobre, na Asa Norte. Assim como o músico, a empresária precisou se adequar para conseguir manter o ponto de encontro funcionando.

Primo Pobre. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Primo Pobre. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além de readequar o atendimento aos clientes, que antes ficavam em pé e não contavam com serviço de garçom, por exemplo, Rayssa afirma que “todas as medidas estabelecidas pelos órgãos de fiscalização foram tomadas”. “Nós tivemos um empenho muito grande no processo de reabertura. Ficamos em dúvida se abriríamos novamente”, explicou.

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“No início da reabertura, em meados de julho, agosto, o movimento foi bem devagar ainda, havia um medo muito grande das pessoas, existia um receio muito grande que ainda está presente. Nós tivemos um período bom em outubro e novembro, mais ou menos, quando registramos um aumento crescente, embora não tenhamos chegado ao de antes. Agora, com as novas medidas restritivas e com essa segunda onda e todas as novas notícias que estão voltando, a gente percebeu uma redução de público”, complementou a administradora, afirmando que todas as adequações vêm sendo feitas a partir de novas determinações a partir das notícias sobre os casos na capital.

Empreendedorismo

Geovanna Mara, empreendedora, é dona do Closet Mara e um mês antes das lojas serem fechadas no DF, ela havia aberto a loja de maneira presencial. Segundo ela, o baque foi grande, mas como já tinha, anteriormente, a prática de vender por meio das redes sociais, conseguiu se adaptar e permanecer funcionando mesmo no período de isolamento.

Geovanna Mara. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Geovanna Mara. Foto: Reprodução/Redes Sociais

“No ano anterior [2019] eu tinha incluído na loja a malinha delivery, que é uma mala que vai para a casa da cliente com as peças para experimentar. Eu usei a malinha novamente, como uma oportunidade de levar minha loja até as pessoas, já que ninguém tava podendo visitar a loja física. Foi o momento mais oportuno, eu nunca vi essa malinha rodar tanta Brasília como neste momento da pandemia”, explicou. “Um dos desafios foi o cuidado que a gente tinha para entregar essa mala, desde a higienização da mala, passar tudo antes de ser entregue e o espaço de tempo entre uma cliente e outra para entregar a mala, para não ter nenhum problema maior”, complementou.

Geovanna explica que as redes sociais impulsionaram seu negócio neste período. Segundo ela, a ideia de humanizar a loja trouxe as clientes para mais perto. “A loja não é só um catálogo, por trás de cada peça, por trás em cada roupa vendida ali, não é só um produto. Existe uma emoção por trás daquilo, existe uma ajuda para as clientes”, afirma, reforçando a importância da fidelização com o cliente, principalmente no momento de pandemia.

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A empreendedora afirmou, ainda, que espera que 2021 seja um ano de sucesso e prosperidade, “de continuar o que eu estou construindo. Persistência mesmo, sem desistir. A gente não sabe ainda como será a vacina, mas a certeza que eu tive nesse ano é que o mundo digital não pode ser deixado de lado de forma nenhuma”, complementou.




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