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CBMDF é finalista de concurso

O projeto desenvolvido serve para reduzir o gasto de uma espuma equivalente já utilizada pela corporação, mas produzida apenas fora do país

Lucas Neiva

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Um protótipo de espuma para combate a incêndios desenvolvido por pesquisadores do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) é finalista no 24º Concurso Inovação, um dos certames realizado na edição de 2020 do evento “Semana da Inovação”, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública, que contou com a participação de diversos países da América Latina.

O projeto desenvolvido serve para reduzir o gasto de uma espuma equivalente já utilizada pela corporação, mas produzida apenas fora do país por preços altos. “A espuma de combate a incêndio é um agente extintor reconhecido internacionalmente, porque ela aumenta as propriedades da água. (…) É um produto com 40 anos de tecnologia embutida”, conta o capitão Alisson de Barros, gerente desenvolvedor do projeto.

O capitão diz que com a espuma a água dobra sua eficiência no combate ao incêndio. “A água é nosso agente extintor padrão. Você joga ela em uma superfície em chamas, ela se espalha na superfície e troca calor com o material que está queimando. Mas quando a gente joga espuma sobre o material combustível, a água ganha outra propriedade, porque ela quebra a tensão superficial. Normalmente, a água pura tem baixo poder de penetração. Com a espuma, ela penetra o dobro, trocando calor muito mais facilmente.”

Além de acelerar e facilitar a extinção do fogo no local, Barros também explica que a espuma permite uma melhor prevenção a novos incêndios. “Outra propriedade da espuma é que, quando ela cria aquela manta de bolhas, ela cria uma barreira física entre o material combustível abaixo da bolha e o ar acima da bolha. Então se não tem material combustível, não tem ar e não tem fonte de calor, não tem fogo. Isso já reduz drasticamente a chance de um novo incêndio.”

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Atualmente a espuma se encontra em uma das últimas etapas de pesquisa e já é utilizada em treinamento e calibramento das máquinas utilizadas pelo CBMDF. A médio prazo, o plano é introduzir seu uso em incêndios de veículos e rescaldos, economizando o uso da espuma importada mais eficiente para incêndios de grande porte. “A gente não precisa de uma espuma de utilização comercial em treinamentos quando já tem um equivalente mais barato com as mesmas propriedades”, defende o capitão.

A longo prazo, Barros afirma que o plano é criar uma versão da mesma espuma que possa ser utilizada em incêndios florestais, como já é feito no Japão e na Indonésia.

Mesmo tendo sida desenvolvida com enfoque em incêndios urbanos, todos os insumos utilizados no produto do CBMDF são já aprovados por autoridades ambientais. “Nosso protótipo hoje tem 11 produtos. Só na sua casa deve ter sete desses, e ao menos três no shampoo”, exemplifica.

A última etapa e a premiação do concurso serão exibidas em conferência ao vivo no site semanadeinovacao.enap.gov.br/ entre os dias 16 e 19 de novembro.

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Barros afirma que foi uma surpresa receber a notícia de que o projeto de sua equipe estava entre os finalistas. “A gente inscreveu o projeto no concurso com o objetivo de disponibilizar o projeto à uma banca técnica, para ter o crivo de especialistas. Então tivemos a grata surpresa de chegar na final”.




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