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Caso Bernardo: Mãe não crê que filho esteja morto

Apesar do fio de esperança a que se agarra a família materna, as recomendações policiais são de que considerem as duas possibilidades

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Foto: Arquivo Pessoal
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Olavo David Neto e Vitor Mendonça
redacao@grupojbr.com

A notícia de que as buscas cessaram sem o corpo ou a cadeirinha de criança onde Paulo dizia estar levando Bernardo levantaram os ânimos de Tatiana da Silva Marques, 30, mãe do menino desaparecido.

“A expectativa está bem alta”, confessou a mãe de Bernardo.

Apesar do fio de esperança a que se agarra a família materna, as recomendações policiais são de que considerem as duas possibilidades. “O delegado [Leandro Ritt, diretor da Divisão de Repressão a Sequestros — DRS] está pedindo para não termos tanta expectativa assim, porque podemos encontrar também de outra forma, ele está pedindo para segurarmos as emoções, já que nada garante.”

A espera por novidades investigativas dos policiais civis tem movimentado a casa. “Só deixa o coração mais apertado e agoniante. Qualquer toque no celular a gente já corre para saber se é alguma notícia, mesmo sendo boa ou ruim”, descreveu. Ela acredita que o menino esteja com outra pessoa, uma vez que, de acordo com depoimento feito à investigação, Paulo confessa estar planejando a ação há dois meses. No depoimento ele confessa que somente não o fez antes por falta de dinheiro.

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Foto: Arquivo pessoal

Do jeito que a vegetação é lá, de mata alta, a cadeirinha, por ser pesada, marcaria o local, mas nem isso eles acharam. A gente está trabalhando com a hipótese de que ele deve ter chegado a certo ponto e trocado o menino de carro, cada um partindo para um lado”, supôs.

À reportagem, de acordo com Tatiana, o delegado Leandro Ritt solicitou ainda dois documentos para análise e comparação caso encontrem o menino. “Pediram uma foto do sorriso e uma radiografia do peito, disse.

Psicopatia

Foto: Redes sociais

Ele é psicopata mesmo”, confirmou com exclusividade ao Jornal de Brasília um dos conhecidos de longa data de Paulo Osório que não quis se identificar. A fonte afirmou à reportagem a existência do laudo psicológico que confirma a doença de Paulo.

“Na época da igreja, tínhamos uma psicóloga que tinha conseguido o laudo dele, e lá estava constatado a psicopatia”.

Os dois se conheceram em 2002, ano em que o metroviário saiu da ala psiquiátrica do Complexo Penitenciário da Papuda. “Foi em um grupo religioso e ele nunca escondeu o passado dele. Já tinha até contado, com riqueza de detalhes, o que aconteceu com a mãe”, comentou.

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“Aquilo que dava raiva nele, ele atacava”, disse ainda. Conforme o que foi contado à reportagem, um episódio específico com Paulo no hospital tornou possível o entendimento de como o homem se comportava em situações desconfortáveis, que lhe traziam algum momento de fúria. “Quando tive um problema de saúde, em 2004, precisei me internar alguns dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e ele ficou cuidando de mim durante 14 dias”, confessa em lágrimas.

Levei várias injeções e, em uma das vezes que a enfermeira puxou minha veia, senti muita dor e ele estava junto. Ele apertou o braço dela e eu precisei fingir que estava tudo bem. Mesmo morrendo de dor, disse que foi apenas uma beliscadinha”, descreveu, temendo que a situação tomasse outras proporções.


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