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Bombeiro que furtou viatura do quartel em Ceilândia é condenado

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O militar do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal que furtou uma viatura do quartel, em Ceilândia, foi condenado, pelo Conselho Permanente de Justiça do CBMDF, a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto. O 2º Sargento Fabrício Marcos de Araújo é culpado pela prática dos crimes de furto qualificado e atentado contra viatura.

Ao pedir a condenação do militar, o Ministério Público alegou que Fabrício se utilizou da função de bombeiro militar, para retirar o veículo do quartel “provocando situação lesiva ao patrimônio e à incolumidade públicas.” O MP ainda afirmou que o laudo pericial, ao qual o sargento foi submetido, demonstrou sua embriaguez, e que, o episódio depressivo do acusado não lhe retirava a capacidade de entender o caráter ilícito do fato cometido.

A defesa do militar argumentou que não houve o furto da viatura e que os fatos descritos não caracterizam crime de atentado. Em interrogatório, Fabrício disse que não estava de serviço no dia em que tudo ocorreu e que, no dia anterior foi a um evento de família onde consumiu bebida alcoólica. O militar alegou que não se lembrava de ter pego a viatura e que só retornou à consciência, quando estava na viatura da Polícia Militar.

Por fim, o médico que acompanhou o militar, afirmou que ele era dependente químico e alcoólico, não sabia que estava doente e não tinha poder de autodeterminação no momento da ação.

Em nota o Corpo de Bombeiros do DF informou que o militar segue  assistido pela Instituição com tratamento médico e psicológico. A Corporação informou que ele cumpre expediente administrativo na capelania católica e está afastado das ruas.  

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Relembre o caso

Na madrugada do dia 3 de dezembro de 2017, o 2º Sargento Fabrício Marcos de Araújo, na época com 44 anos, roubou um caminhão do 8º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM), em Ceilândia Norte e foi perseguido pelas ruas da capital. O homem foi acompanhado por mais de 15 viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal, que deu ordens de parada e desferiu tiros contra o veículo que seguia em alta velocidade pela Esplanada dos Ministérios.

Na época do crime, em diálogos que o Jornal de Brasília teve acesso e que podem ser ouvidos clicando aqui, o bombeiro ameaçou “atropelar todo mundo” se a Polícia Militar não parasse de atirar contra ele.


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