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Cidades

Biotic: Ibaneis busca parcerias para tornar DF “distribuidor de tecnologia”

Matheus Venzi
Especial para o Jornal de Brasília

Neste domingo (10), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou a falar sobre o Parque Tecnológico de Brasília (Biotic). “Estamos buscando parcerias. Através do nosso empenho e trabalho, conversando com empresários, poderemos mostrar que o DF pode ser um grande distribuidor de tecnologia”, garante.

O governador nomeou em janeiro o novo presidente da Biotic S.A, empresa criada pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB) para estruturar e gerir o Parque Tecnológico. Gustavo Dias, que já fazia parte da diretoria de habitação e regularização fundiária da Terracap, foi o nome escolhido pelo novo chefe do Executivo.

O governador também ressaltou a necessidade de criar novos centros de processamento de dados, também conhecidos como “data center”, dentro do Biotic. “Não temos no DF um data center de grande qualidade. Já tivemos conversas com alguns empresários, um deles estava indo montar um data center em Pernambuco. Ele retornou e deve implantar aqui em Brasília”, disse.

Além disso, o emedebista confirmou que conversou com uma empresa que poderia implementar um gasoduto em Brasília. “Para a tecnologia seria importante, porque muitos deses data center’s funcionam com o auxílio de gás e também por causa da questão do resfriamento, concluiu.

Promessa de progresso
O Biotic foi inaugurado em junho passado como promessa de usar a tecnologia a favor do desenvolvimento do Distrito Federal. Ao custo de R$ 40 milhões, o prédio tem 1,2 milhão de metros quadrados e potencial para abrigar 1,2 mil empresas, com projeção de 25 mil empregos. O projeto saiu do papel após quase 30 anos de discussões e iniciativas. A previsão é que, em 2019, com um sistema já amadurecido, grandes empresas comecem a investir.

Foi inaugurado nesta quinta-feira (21) o Edifício de Governança do Biotic — Parque Tecnológico. O espaço deve abrigar instituições de ensino voltadas para a tecnologia, empresas do ramo e startups. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O espaço fica entre a Granja do Torto e o Parque Nacional. Com dois blocos, o Edifício de Governança vai compreender as empresas de base tecnológica – consolidadas e startups – e órgãos, como a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-DF) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Saiba mais
Dados do Anuário do Distrito Federal indicam que a capital têm o 3º maior mercado de Tecnologia do Brasil. De acordo com a pesquisa, Brasília abriga 700 empresas que oferecem mais de 30 mil postos de trabalho. O volume de negócios do setor representa 3,5% do PIB local, e com a instalação do Parque Tecnológico, a perspectiva é de que haja um crescimento superior a 7% neste índice.

 

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