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Cidades

Bicho geográfico pode ser transmitido pelo solo contaminado

Os principais hospedeiros são cães e gatos, por isso, é importante manter os animais com a vermifugação em dia

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Publicado

em

Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Cães e gato levam em suas fezes diversos parasitas. Um dele é o conhecido bicho geográfico, cujo nome é Ancylostoma caninum. Os ovos do bicho geográfico são liberados nas fezes e eclodem no solo, liberando as larvas. É nesse momento que o ser humano pode ser infectado, mesmo em peles sem feridas e machucados. Os primeiros sintomas são a coceira e vermelhidão no local.

Assim como os humanos, os cães e gatos são infectados quando entram em contato com larvas presentes no ambiente. Por isso, é importante manter os animais com a vermifugação em dia. Outro cuidado essencial é recolher as fezes do animal e evitar passear em locais que há presença humana para recreação, como parques públicos e infantis, quadras de esporte de areia e locais sabidamente conhecido como área de camping e pic-nic.

A Vigilância Ambiental orienta que o cuidado com o meio ambiente e os animais é a combinação que ajuda a manter os parasitas longe. Quando se pretende estar em locais públicos propícios a esse tipo de exposição, é necessário verificar a situação do ambiente e evitar andar descalço para prevenir a infecção.

Rodrigo Menna, gerente de Animais Vertebrados da Vigilância Ambiental, destaca que é importante a manutenção de ambientes coletivos em condomínios e lugares fechados em que é possível fazer esse controle. Já em locais públicos em que as pessoas costumam levar seus animais de estimação para passear junto, é importante recolher as fezes.

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“Para evitar o bicho geográfico, orientamos que parques públicos com areia e em que crianças costumam brincar, é necessário manter os animais de estimação longe dali e com barreira física para evitar o acesso de animais abandonados. O vermífugo também precisa ser dado periodicamente porque os animais são contaminados ao comer coisas na rua ou ao cheirar as fezes de outros animais. Recomendamos ainda em parquinhos de areia que seja polvilhado cal periodicamente ou a vassoura de fugo (lança chamas), que pode matar as larvas e bactérias”, afirma.

Quando infectadas, as larvas sob a pele morrem geralmente após 5 a 6 semanas sem tratamento. No entanto, em alguns casos, pode levar mais tempo para a infecção desaparecer. O tratamento é simples e segue similar ao de micose de pele. O ponto vermelho e saliente na pele é o primeiro sinal da infecção, e denuncia o local onde a larva penetrou. Após isso, os sintomas podem aparecer logo após a infecção e segue por semanas. São eles:

– Coceira intensa que piora à noite;
– Linhas tortuosas e vermelhas;
– Inchaço;
– Sensação de movimento debaixo da pele.

Com informações da Agência Saúde DF

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