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Cidades

Aulas online viram rotina de estudantes do DF

Segundo a Secretaria de Educação, quase 100% dos estudantes aderiram ao modelo. Professores têm sido fundamentais para o programa

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Foto: CED 11
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O programa Escola em Casa DF, que promove aulas online aos alunos da rede pública de ensino, tem se tornado rotina no dia a dia dos estudantes da capital federal. O modelo já está reunindo os conteúdos produzidos pelos professores em diversas plataformas – como o YouTube, TV e redes sociais.

A ideia é um leque de possibilidades aos estudantes, sobretudo após a quarentena, que mudará muitos hábitos de toda a sociedade. 

Segundo a Secretaria de Educação, quase 100% dos estudantes aderiram ao programa. No entanto, não foi apresentado um levantamento oficial a respeito. Como exemplo, a pasta cita o CED 11, de Ceilândia. Dos 1.800 estudantes do Ensino Médio matutino, vespertino do Fundamental e noturno da Educação de Jovens e Adultos, 80% já estão conectados às tarefas e respondendo aos professores no Google Sala de Aula.

Professores

Para a Secretaria de Educação, os professores têm sido fundamentais para o funcionamento do modelo online de ensino. No CED 11 de Ceilândia, a sala de coordenação se transformou em um estúdio quase completo de gravação. No CED 11 de Ceilândia, a sala de coordenação se transformou em um estúdio quase completo de gravação.

Na última semana, foram realizadas duas produções de Língua Portuguesa com a professora Ana Reulma, para o 1º e o 3º ano do Ensino Médio. “No estúdio improvisado, os professores contam com quadro, pincel e projetor para gravar aulas de até 40 minutos. Nós temos também um aluno que é muito bom em edição. Então, ele grava, edita e já assiste a aula. Depois a gente sobe para o YouTube e para a plataforma Google Sala de Aula”, afirma o diretor Francisco Gadelha, ou Kiko, como é conhecido.

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As gravações são individuais, com equipe reduzida, apenas professor, diretor e estudante, para evitar aglomerações. Além disso, Kiko garante a limpeza do local e o acesso com uso de máscaras, retiradas apenas durante a gravação.

Kiko conseguiu todos os equipamentos emprestados – como iluminação, tripé, microfone, além do uso dos próprios celulares. Foto: CED 11, de Ceilândia

Como acessar o Google Sala de Aula

“No começo houve resistências, mas fomos ensinando, repassando tutoriais e os professores perceberam o quanto isso poderia funcionar. A dificuldade é maior entre os mais antigos, mas pedimos calma e muitos já conseguem acessar, incluir materiais e interagir na plataforma. São mais de 90 professores na escola e quase todos participantes do programa”, esclarece Kiko.

A colaboração é bem-vinda. O mais importante é a manter uma oferta interessante do ponto de vista dos estudantes. O professor Carlos Oliveira, do colégio Objetivo, uniu forças com a rede pública, ajudando a escola a ofertar pelo Google Sala de Aula o curso de robótica a distância para os estudantes do Fundamental e Médio.

São aulas de programação e tecnologia, em atividades de texto e vídeo. Eles ainda fazem programações e jogos pela plataforma Scratch, totalmente gratuita e produzida pelo MIT (Instituto de Tecnologia dos Massachusetts – EUA).

Outros estudantes estão reunidos em dois grupos do WhatsApp por onde recebem informações da escola, dos professores e passam adiante para os demais colegas de turma. Além disso, participam de reuniões quinzenais por videoconferência com os docentes pelo Zoom e na plataforma Meet.

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Pra quem não tem internet, material impresso

Mesmo quem não tem acesso terá atividade. O diretor imprime materiais e atividades para que os estudantes sem internet possam buscar na portaria da escola. Mas, antes, os professores vão fazer um levantamento para descobrir esses alunos por meio dos acessos ao Google sala de aula.

“Vamos ligar na casa de cada um e pedir que busque o material na escola em horários diferentes para evitar o contato e a contaminação por coronavírus. Também pensamos em abrir o laboratório da unidade para esses alunos, mas isso ainda está em projeto e vai depender da evolução do cenário em que estamos vivendo”, ressalta Kiko Gadelha.

Com informações da Agência Brasília


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