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“Ataque de hackers no GDF foi tão grave quanto no Governo Federal”, diz secretário

Sem detalhamento, investigação segue em sigilo. A Secretária de Economia recolocou o sistema do GDF no ar nesta quinta-feira

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Cezar Camilo e Guilherme Gomes
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O Governo do Distrito Federal (GDF) concedeu, nesta sexta-feira (6), uma entrevista coletiva para esclarecer o ataque hacker que o sistema do governo sofreu ontem (5). Estavam presentes o secretário de Economia, André Clemente, o subsecretário de Tecnologia da Secretaria de Economia, Francisco Paulo Soares e o delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da PCDF, Giancarlo Zuliani.

Primeiramente, o secretário de Economia, André Clemente explicou as consequências da tentativa de invasão do sistema. “A tecnologia permeia todas as políticas públicas e áreas de governo. Esse ataque colocou em cheque regulação de UTI, pagamentos de contas, tudo para a vida em sociedade”.

O subsecretário de Tecnologia da Secretaria de Economia, Francisco Paulo Soares informou que o GDF mantém contato diário com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos e graças a isso conseguiram controlar a invasão rapidamente.

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“Fomos alertados na terça que poderia haver um ataque em massa, não aconteceu na proporção que esperávamos […] Na quinta de manhã detectamos uma atividade incomum, identificamos que estávamos sendo atacados e acionamos o comitê de crise. O comitê desligou todos os sistemas principais e outros sistemas ficaram ligados, serviram como “isca” para a identificação do autor”, explicou Francisco Paulo Soares.

Uma parte do ambiente ficou ativa como isca para os invasores e outra parte foi totalmente isolada. “Por isso tivemos tanto êxito nos levantamentos de recurso para entregar a polícia para continuar a investigação”, continuou o subsecretário da pasta.

Em 2017, o GDF unificou todos os seus sistemas de servidores digitais para prevenir novos ataques. Isso significa que existe um núcleo de operações para os sistemas digitalizados no Governo do Distrito Federal – a solução imediata é vinculada a resposta rápida dos agentes públicos.

Proteção de dados

O Delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da PCDF, Giancarlo Zuliani afirmou que a polícia foi informada da possibilidade de ataque e ficaram de prontidão. “Nenhum dado foi roubado e a investigação está em curso”, disse.

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O Delegado classificou o “ataque” como uma tentativa de invasão e lembrou que o GDF juntamente com a polícia agiram rápido para não terem maiores consequências.

Ainda não há detalhamento da investigação para não comprometer as informações, ela segue em sigilo. Segundo o delegado-chefe Giancarlo Zuliani, o tempo entre a invasão e a resposta da equipe dos órgãos não deu tempo para qualquer prejuízo às informações públicas.

“O cidadão pode ficar 100% tranquilo”, disse o o subsecretário de Tecnologia da Secretaria de Economia Francisco Paulo Soares, quando perguntado sobre a possibilidade do roubo de dados da população.

Volta dos serviços

“Priorizamos os serviços que a população mais usa. Então restabelecemos primeiro o serviços de saúde e educação”, disse o subsecretário de Tecnologia da Secretaria de Economia, Francisco Paulo Soares

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O subsecretário tranquilizou a população e disse que o sistema já está sendo normalizado. “Nessa madrugada conseguimos proteger todo nosso ambiente e por volta das 8 da manhã restabelecemos os sistemas […] No início dessa tarde reativamos nosso sistema de arrecadação, a previsão é que até as 18hrs todos os sistemas voltaram a funcionar normalmente”, afirmou.

André Clemente, secretário de Economia do GDF, disse que os sistemas fazendários ainda não voltaram por motivos estratégicos.

Os representantes do GDF lembram que a população já pode ter acesso aos portais afetados pela ameaça virtual. ”Todos os serviços estão disponíveis no portal da Economia 100% digitalizados”, disse o subsecretario.

Vírus Ransonware

De acordo com o Delegado Giancarlo Zuliani, o hacker utilizou o sistema Ransonware, que tem mais de 600 variedades e é usado no mundo todo para invasões de sistemas.

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“O GDF está se preparando para enfrentar esse ataque que tem mais de 600 variedades. Temos várias ocorrências de clínicas, escritórios de advocacia que foram atacados com esse vírus”, explicou o delegado.




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