Siga o Jornal de Brasília

Cidades

Após tratamento, mulher e garoto conseguem calçar sapato

Jovem veio da Bahia e usou o primeiro par de sapatos doado pelo médico que realizou a terapia

Publicado

em

PUBLICIDADE

Paula Beatriz
redacao@grupojbr.com

Foram seis horas de viagem até chegar no consultório, tirar os gessos e calçar o primeiro sapato emocionou Daiana da Silva Nascimento. A jovem de 26 anos sofria com pé torto congênito e terminou o tratamento nesta sexta (24).

Uma conquista e uma alegria, a jovem deslocou-se do município de Luís Eduardo Magalhães (BA) e ganhou o primeiro par de tênis do médico que realizou a terapia no Hospital de Base. “A sensação de ter os pés normais é inexplicável. É muito bom. Esse é o melhor acontecimento da minha vida. Eu pedi muito a Deus”, disse a paciente. Segundo ela, os planos para vida dela são caminhar muito, correr e tirar a carteira de motorista para dirigir.

Paciente que realizou o procedimento denominado Ponseti, para tratar a deformidade do “Pé Torto Congênito”, no Hospital de Base. Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

Ela estava acompanhada do marido, Regenildo de Sousa Alencar que agora vai poder presenteá-la com sapatos. “Um dia era  o aniversário dela e escolhi um sapato para dar de presente. No momento de pagar, lembrei que ela não podia usá-lo. Mas, agora, com certeza o próximo presente será esse”, disse o marido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro paciente, Luis Felipe Maia de Freitas de 11 anos, também passou pelo tratamento com sucesso e com o mesmo médico. “Felipe nasceu com diversos problemas de saúde. Desde então ele é acompanhado. O sonho da vida dele era calçar uma chuteira. Então, eu procurei alternativas para fazer o tratamento dele. Esse tratamento foi essencial, aumentou a auto-estima do meu filho”, finalizou a mãe.

Pacientes que realizaram o procedimento denominado Ponseti, para tratar a deformidade do “Pé Torto Congênito”, no Hospital de Base. Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

O método utilizado pelo médico ortopedista Davi Haje chama-se  Ponseti, uma terapia criada na década de 60 que só era usada em crianças com aproximadamente um ano, na chamada idade da marcha, ou seja, que não caminhavam ainda.  Trata-se de uma ação simples que consiste no engessamento dos membros inferiores para remodelar os pés. No caso da jovem, foram apenas três meses de terapia. “Não há casos na literatura médica sobre o tratamento de casos adultos de pé torto com esse método em Brasília. Em casos após idade da marcha, ninguém nunca publicou cientificamente casos semelhantes”, esclareceu o profissional.

Médico, Davi Haje, que realizou o procedimento denominado Ponseti, para tratar a deformidade do “Pé Torto Congênito”, no Hospital de Base. Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

Para o diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal -Iges-DF, Francisco Araújo, responsável pela gestão do hospital, “com a ampla divulgação desse tratamento aqui no Base, certamente muitas pessoas que sofrem com essa deformidade poderão procurar atendimento na unidade que é referência para todo o país”. Para ele “o tratamento tem técnica e conhecimento médico, mas antes de tudo tem a dedicação e a visão humanística de toda sua equipe responsável” explica.


Você pode gostar
Publicidade
Publicidade
Publicidade