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Após passar pelo cateterismo, Maria Júlia recebe alta

A criança foi presenteada com o procedimento após ter sua cartinha para o Papai Noel repercutida em um programa de TV

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Foto: Arquivo Pessoal
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Mayra Dias
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Depois de três meses esperando por um cateterismo pela rede pública de saúde, a estudante Maria Júlia, de 11 anos, está pronta para voltar para casa. A garotinha, que pediu pelo procedimento em sua cartinha ao papai noel este ano, realizou a cirurgia na manhã de ontem no Hospital da Criança, em Goiânia, e nesta tarde recebeu alta.  “Tanto ela quanto eu estamos muito felizes”, relata, aliviada, a mãe Arilene Fontenele ao Jornal de Brasília

A jovem foi presenteada com o procedimento após ter sua cartinha para o Papai Noel repercutida em um programa de TV. A proposta partiu da equipe do Hospital da Criança, em Goiânia. “Ela está muito bem e muito feliz. Na cabecinha dela acredita estar curada”, explica a mãe da menina que sofre de uma cardiopatia grave, conhecida como “síndrome do meio coração’’. “Ela está bem, mas precisa de acompanhamento multidisciplinar, com cardiologista, hepatologista e nutrólogo”, relata Arilene. 

Durante o procedimento, os médicos descobriram uma estenose na artéria pulmonar e fizeram a aplicação de um stent, vindo de um doador que não quis ser identificado. “Ela tem uma alteração muito severa no fígado e perda de proteína nas fezes”, informou a mãe da menina. 

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Maria Júlia foi diagnosticada com a doença ainda na barriga, e desde então, já havia passado por 8 cirurgias e aguardava pelo cateterismo pelo SUS. Após apresentar agravamento dos sintomas, a jovem decidiu recorrer ao papai noel. “Este ano aconteceu uma coisa que me deixou chateada, eu comecei a inchar em algumas partes do corpo. Contei para minha mãe, ela falou com a médica, que disse que eu precisava fazer um cateterismo(…). Este ano meu presente seria esse”, escreveu a criança. 

A estudante, que saía da Cidade Ocidental com a família em direção à Goiânia toda semana, com a esperança de conseguir realizar o exame, não sabia conter a alegria ao receber seu tão esperado presente. “Ela estava toda feliz! Parecia estar indo para o shopping”, contou a mãe, minutos depois de Maria Júlia entrar no centro cirúrgico, ontem. Maria Júlia deixou o quarto às 10h30 e iniciou o procedimento às 11:45. “Recebi a mensagem de que ela já estava na UTI, bem e respirando sozinha às 14h”, relembra Arilene. 

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Volta para casa

Hoje, após o sucesso da cirurgia, a menina passou por diversos procedimentos pós-operatórios para retornar à Cidade Ocidental, agora, com seu tão sonhado presente. “Hoje o dia foi bem corrido, logo cedo passaram dois médicos lá na UTI, olharam ela e fizeram os exames de ausculta, para olhar o coraçãozinho dela”, conta a mãe. A menina também passou por uma fisioterapia e logo em seguida foi liberada para o quarto. “Lá, fizemos o ecocardiograma e aguardamos pela médica. Antes de dar alta, ela explicou como vai ser o tratamento e a medicação a partir de agora”, completou. A menina recebeu alta por volta das 14h45. 

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Acompanhamento 

A próxima batalha de Maria Júlia e Arilene é com relação aos acompanhamentos necessários a partir de agora. “Eu sinceramente não sei como vou fazer. Desde quando foi solicitado o cateterismo cardíaco, tento, pelo SUS, uma consulta com um hepatologista e um nutricionista para ela”, conta a mãe. “Resolvemos uma parte importante, e agora vamos enfrentar a próxima”, completa Arilene. 

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Mesmo preocupada, a mãe de Maria Júlia diz que agora, o objetivo é manter a filha bem e continuar se esforçando para conseguir as consultas na rede pública. “A doença dela não tem cura, e o foco agora é tentar adiar, ao máximo, a necessidade um transplante” finaliza a mãe, com esperança.




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