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Apaixonados por desafios, jovens do DF se aventuram em esportes radicais

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Jurana Lopes

Especial para o Jornal de Brasília

Em busca de desafios cada vez maiores e lugares inusitados, os praticantes de esportes radicais costumam frequentar locais públicos, muitas vezes, cheios de obstáculos. As palmeiras do Congresso Nacional são alvo dos praticantes de slackline. O Museu da República e a Biblioteca Nacional são points preferidos de skatistas, que também gostam de dar um passeio pelo Setor Bancário Sul.

O publicitário Lucas Rodrigues, 22 anos, é skatista há 11 anos e geralmente, aos fins de semana, sai pelas ruas de Ceilândia e Taguatinga com um grupo de colegas para se aventurar. “Gostamos de andar de skate no  Parque dos Eucaliptos, em Taguatinga. Mas, quando estamos a fim de nos arriscar um pouco, vamos para a rua e escolhemos lugares onde há escadas e corrimão. Assim, dá para fazer umas manobras bem legais”, explica.

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Segundo o skatista, Taguatinga não possui tantos lugares interessantes para praticar o esporte e, por isso, ele improvisa em quadras e comércios locais. De vez em quando, ele gosta de andar de skate no Museu da República. Para ele, o ponto turístico é um dos points favoritos de skatistas. Lá é possível encontrar os adeptos do esporte de diversas cidades do DF.

Slackline

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Há também quem goste de se aventurar em cima de uma fita de náilon, estreita e flexível a pelo menos 30 cm acima do chão. O slackline tem sido cada vez mais praticado pelos jovens da capital federal. Matheus Samir, 27 anos, é praticante e dono de uma loja que vende equipamentos para o esporte, no Sudoeste. Todos os domingos à tarde, ele se reúne com seu grupo, o Slakline Brasília, no estacionamento 10 do Parque da Cidade.

“Desde 2011, eu e alguns amigos formamos o grupo Slackline Brasília, que possui cerca de 30 membros. Aos fins de semana, principalmente aos domingos, nos encontramos no parque e disponibilizamos as fitas para quem quiser aprender, tudo de maneira gratuita. Também costumamos nos reunir na palmeiras do Congresso Nacional”, conta.

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Matheus abriu a loja em 2011, quando o primo trouxe da Alemanha alguns kits de slackline. Eles começaram a vender, mas, como os custos para importar estavam muito altos, eles levaram, dois anos depois, o material a um laboratório, que desenvolveu uma fita semelhante. Desde então, a fita é fabricada no DF e vendida em sua loja.  

Parkour

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Pedro Santiago, 29 anos, bancário, é praticante de parkour desde 2005 e faz parte do grupo Parkour Generations Brasil, que possui membros em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

“O ideal é treinar muito”

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Pedro Santiago começou a se interessar pelo parkour após assistir a uma reportagem sobre praticantes na França. Depois, começou a ver vídeos e a praticar. Com o tempo, se desenvolveu e chegou a dar aulas do esporte no Distrito Federal.

Atualmente, Pedro coordena as atividades do grupo Parkour Generations Brasil em Brasília e pratica o esporte nos finais de semana, como hobby. “Normalmente, pratico o parkour no Plano Piloto. O grupo tem quatro integrantes e, quando praticamos juntos, escolhemos lugares normais, sem grandes altitudes e treinamos a técnica. De vez em quando, um ou outro decide se aventurar sozinho e escolhe um lugar mais radical para saltar. Mas o ideal é treinar muito antes de se arriscar”, explica.

O esportista conta que teve fases de grandes desafios, mas que  hoje tem outra visão sobre o parkour.  “Não tenho mais a necessidade de provar nada para ninguém. Evoluí e vejo o parkour de outra forma. Hoje, treino para adquirir mais técnica”, diz.

Fascínio por grandes alturas e natureza

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Muitos preferem desafios com grandes alturas, como rapel ou pêndulo. Enoque Farias, 42 anos, é praticante dos dois e membro da Equipe Pêndulo. 

“Por causa dos usuários de drogas nos prédios abandonados de Águas Claras, os donos fecharam os locais. Na Ponte JK, é proibido, só com autorização da Administração do Plano Piloto ou do Lago Sul”, contou.

Hoje Enoque frequenta o Buraco das Araras, próximo à Formosa (GO), Salto do Tororó e a Ponte Alta do Gama. “Geralmente, montamos um grupo, nos reunimos nos finais de semana, combinamos o lugar e vamos nos aventurar, mas sempre em contato com a natureza”, destaca. 

A Equipe Pêndulo foi criada em 1991, mas, com o tempo, foi se desfazendo. Até o ano passado, dava aulas, mas o outro integrante que auxiliava Enoque se mudou para outro estado.




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