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Cidades

Alunos terão internet de graça

Tim e Claro foram as empresas que se cadastraram no chamamento público realizado pelo GDF

Catarina Lima

Publicado

em

Foto: Rosy Santos / Jornal de Brasília
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A internet gratuita para que estudantes da rede pública de ensino possam acompanhar as aulas remotas enquanto o ensino presencial estiver suspenso atenderá num primeiro momento aos alunos que têm chip das operadoras Tim e Claro. Até agora foram essas as empresas que se cadastraram no chamamento público realizado pelo governo do Distrito Federal para prestar o serviço.

As aulas à distância estão acontecendo desde o dia 13 de julho, mas só estavam participando os alunos que dispõem de internet e de equipamentos eletrônicos (celular, tablet, computador). A cobrança do serviço será reversa, ou seja, os usuários irão navegar por meio do aplicativo Escola em Casa DF, e a secretaria de Educação pagará a conta.

Na secretaria de Educação a expectativa é que as operadoras que ainda não fizeram o credenciamento façam nós próximos dias. “Garantimos mais uma grande vitória e uma importante ferramenta para a nossa rede de ensino. Estamos trabalhando duro para enfrentar esse que é o maior desafio da história da educação do Distrito Federal, proporcionar ensino de qualidade a todos. De forma remota, durante o período de suspensão das atividades presenciais” afirmou o secretário de Educação, Leandro Cruz.

Os pacotes de dados são exclusivamente para acesso à plataforma. Para isso, além de ter um dispositivo com chip ativo, basta baixar o aplicativo Escola em Casa DF, disponível para aparelhos Android e IOS.

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No caso da Educação Infantil e dos anos iniciais, são os responsáveis pelas crianças que poderão acessar a plataforma e baixar os materiais das aulas preparadas.

Materiais serão entregues

Quanto aos que ainda não têm acesso às aulas remotas, a secretaria informou que estudantes e familiares não precisarão mais ir até às escolas para buscar os materiais. Será disponibilizado um serviço de entrega. O pagamento por este trabalho será pago com recursos do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (Pdaf). Os valores do Programa ficam sob a responsabilidade dos diretores das escolas que gastam com as necessidades do dia a dia e fazem a prestação de contas.

O diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, acredita que enquanto não forem contratados os serviços das operadoras Vivo e Oi cerca de 50% alunos continuarão sem acesso às aulas. O sindicalista também lembrou que mesmo que a secretaria de Educação disponibilize a internet, 120 mil alunos continuarão sem as aulas remotas por falta dos equipamentos de acesso. Para esses estudantes está sendo preparado material impresso.

“O governo deveria investir na compra dos equipamentos eletrônicos para os 120 mil alunos que estão excluídos e na disponibilização da internet para 100% da rede de ensino”, avaliou Samuel Fernandes.

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Saiba Mais

O Sinpro considera esses recursos insuficientes para serem gastos também com serviço de entrega de material impresso aos alunos.

“O que cada escola recebe do Pdaf é insuficiente para as necessidades da escola, não é possível usar também para pagar serviço de entrega”, opinou Samuel Fernandes.




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