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Alunos do DF representam Brasil em Olimpíada Internacional de Matemática

O evento ocorrerá entre os dias 15 e 19 de julho em Fukuoka, no Japão

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Oito alunos do 9º ano de escola do DF se classificaram para fase final da competição. Foto: Arquivo Pessoal.

Ana Karolline Rodrigues
ana.rodrigues@grupojbr.com

Alunos do nono ano do Colégio Logosófico de Brasília irão representar o Brasil na etapa internacional do World Mathematics Invitational 2019, a Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras (OIMSF). A única turma de nono ano do Brasil e do Distrito Federal a participar do evento, integrando a Delegação Brasileira, ficou em 1° lugar nas etapas estadual e nacional da competição e agora se prepara para o evento que ocorrerá entre os dias 15 e 19 de julho em Fukuoka, no Japão.

Agora, na próxima fase, a Delegação Brasileira irá competir com estudantes de 21 países. São eles: Austrália, Bulgária, Camboja, Cazaquistão, China, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Indonésia, Irã, Japão, Laos, Malásia, Myanmar, Nigéria, Tailândia, Taiwan, Turquia e Vietnã.

Primeira vez

Segundo a diretora da escola, Lúcia Andrade, a instituição já participa da olimpíada há quatro anos, mas esta é a primeira vez que os alunos passam para a etapa final. “Nesses quatro anos já fomos premiados com medalha de ouro na fase estadual e com medalha de prata na nacional. Mas, agora, conseguimos medalha de ouro tanto estadual quanto nacional, na categoria nono ano”, disse.

De acordo com Lúcia, no dia 31 de maio, a escola recebeu o convite da instituição WNI, que organiza a competição, informando que os estudantes foram aprovados para a última etapa. No entanto, como a prova será feita em inglês, a turma fez uma avaliação interna para selecionar os estudantes que iriam para o Japão. “Tivemos uma avaliação com os alunos aqui e esses oito alunos que estão indo foram os melhores, mas estão representando todos”, afirmou a diretora.

Para ela, a aprovação foi um estímulo para os alunos buscarem mais aprendizado. “Toda a comunidade escolar recebeu isso com muita alegria, fez muito bem para a auto-estima dos alunos. Eles estão super estimulados a estudar mais, estão inclusive fazendo aulas no contra-turno para cuidar mais dessa parte de cronometrar o tempo da prova”, contou.

Preparação para a prova

Thais Yuki, 14 anos, é uma das  alunas que irá compor a Delegação Brasileira no Japão. Participando da olimpíada pela primeira vez, ela conta que não esperava já chegar na fase final, mas que agora quer voltar da competição com uma medalha. “Não esperava, eu não sabia bem como iria ser, minhas expectativas não eram tao altas assim. Quando eu recebi a notícia foi maravilhoso, ainda mais porque eu sou descendente de japonês, então vou conhecer a minha “terra natal””, comemorou.

Para ela, a aprovação na fase final “é uma grande responsabilidade”. Por isso, então, a aluna e os outros colegas já montam grupos de estudos para se prepararem para a prova. “Como lá o tempo é bem curto, a gente também treina essas táticas para fazer as questões em menos tempo. Estabelecemos metas de fazer tantas questões em tantos minutos para treinar isso”, contou.

“Estou bem animada para que chegue logo esse momento e estou super feliz que finalmente vou conhecer outro país. Agora, espero voltar com uma medalha”, completou.

Thais Yuki Okada Silva. Foto: Arquivo Pessoal.

Rodrigo Rasik, 14 anos, também é um dos oito alunos que irá representar o país. Ele, que participa da competição desde o sexto ano, ficou em 1º lugar no DF, mas não gosta de falar em conquista pessoal. “A prova é bem coletiva, todo mundo se esforçou, então foi a turma como um todo”, disse.

Para o estudante, a aprovação é um reflexo dos esforços da turma. “Foi bem emocionante, porque os nossos esforços finalmente deram um resultado. A gente vem ralando desde o sexto ano, mas rendeu e agora vamos representar o país”, afirmou.

“Está todo mundo muito feliz com a oportunidade, muito ansiosos também. Mas a gente espera fazer o nosso melhor e aproveitar também essa oportunidade, representar o país e trazer a medalha”, acrescentou.

Rodrigo Rasik. Foto: Arquivo Pessoal.

Para a viagem, porém, escola, pais e alunos ainda precisam arrecadar dinheiro, uma vez que os custos ficam a cargo da própria delegação. Em uma vaquinha virtual, os estudantes recebem doações de qualquer valor. Para quem quiser ajudar, basta acessar o link.


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