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Brasília

Alexânia: assassino era vizinho da vítima e já havia feito ameaças

Arquivo Geral

06/11/2017 12h03

Divulgação

O rapaz de 19 anos suspeito de matar a adolescente Rafaela Noviski, de 16, na manhã desta segunda-feira (6), com 11 tiros, dentro da sala de aula do 9º ano do ensino fundamental, do Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO), era vizinho da vítima e já havia feito ameaças no ano passado. As informações são do jornal O Popular.

Segundo uma familiar ouvida pela publicação goiana, Misael Pereira havia ligado para Rafaela perguntando se ela estava preparada. De acordo com a investigadora Rafaela Wiezel, Misael disse, em entrevista prévia, que é conhecido “de longa data” da vítima e que sentia ódio.

“Ele informou que adquiriu o revólver especificamente para matá-la e estava esperando justamente a aquisição para cometer o crime. Ele diz que não se arrepende”, informou Wiezel ao Jornal de Brasília.

Misael pagou a quantia de R$ 2.300 pela arma, mas não revelou o local da compra nem quem seria o vendedor. Segundo a delegada, o rapaz juntou dinheiro por cerca de um ano para cometer o crime.

A escola palco da tragédia tem câmeras de segurança no pátio e vigias para promover a segurança. A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce) diz ter recebido a informação com tristeza e perplexidade.

Era por volta das 9h desta segunda-feira quando Misael teria pulado o muro e procurado pela vítima pelas salas de aula do colégio. De acordo com a delegada, Misael entrou na escola, invadiu a primeira sala de aula do corredor, mas não encontrou a vítima. Em seguida, ele entrou na segunda sala, foi direto ao local onde a adolescente estava e disparou vários tiros contra ela, que morreu no local.

Cidade violenta

Alexânia está entre as cidades mais perigosas do país. O município, na Região Metropolitana do Distrito Federal, está em 80º lugar entre aqueles com maiores taxas de homicídio por arma de fogo segundo o Mapa da Violência de 2016. Com cerca de 30 mil habitantes, foi registrada uma média de 52,9 casos por grupos de cem mil habitantes.

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