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Cidades

Academias amargam incerteza

Setor que tradicionalmente registra aumento de 20% nas matrículas em janeiro está pessimista

Vítor Mendonça

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Janeiro costuma ser o melhor para as academias, uma vez que estão inclusas nas resoluções de fim de ano de muitos a realização de atividades físicas. De acordo com o diretor do Sindicato das Academias do Distrito Federal (Sindac), Luciano Lunkes, normalmente, a quantidade de matrículas nas academias cresce em cerca de 20% a mais que a média dos meses seguintes. Entretanto, este é um índice difícil de ser alcançado neste ano.

“Estamos esperando para ver o que vai acontecer. A primeira semana nunca é tão boa; a partir da segunda semana o movimento começa a aumentar. Mas ainda é uma grande incógnita porque as pessoas ainda demonstram bastante receio em frequentar as academias”, afirmou. “Tivemos, nesses últimos meses, uma procura abaixo dos 50% do que acontece normalmente. Não temos expectativa de um índice muito maior que esse, mas que ainda será melhor [que os meses anteriores], com certeza”, continuou.

De acordo com o diretor, é justamente por conta da baixa procura evidenciada nos meses anteriores que a alternativa encontrada até mesmo por grandes nomes no setor é investir em promoções e descontos de pagamentos futuros, com prazos alongados. Luciano, apesar da baixa procura no geral, entende que há três possibilidades para que o fluxo volte a aumentar.

“Primeiro porque, com essa questão de ano novo, as pessoas tendem a colocar em prática alguns projetos de vida, como cuidar da saúde. Outro motivo seria que as pessoas podem estar um pouco mais tranquilas, com parte delas administrando melhor essa questão do coronavírus, vendo também que, de forma geral, as academias se prepararam com segurança e protocolos rígidos de proteção”, enumerou.

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“Em terceiro porque há uma compreensão maior da importância de que as pessoas precisam estar ativas fisicamente para terem saúde – e com isso, estarem mais imunes, não só à covid-19, mas também a outras doenças”, concluiu. Evidenciou-se, durante a pandemia, que pacientes com menos comorbidades resistiram ao vírus de forma ativa.

Meta estabelecida

“Pretendo pegar mais firme esse ano. Quero ir para a academia pelo menos três vezes por semana e perder uns quilinhos”, afirmou Ray Alves, de 44 anos, logo após concluir sua matrícula na academia Portal FitBox, no Jardim Botânico. “Quero começar também pela minha idade. Os exercícios físicos fazem bem a todos, mas ajuda principalmente quem já tem mais idade. A gente precisa”, continuou.

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“Já fiz musculação antes em São Sebastião, mas eu faltava muito e tinha preguiça de fazer os exercícios e de fazer o trajeto de casa para a academia. Fui parando de ir e já não vou há muito tempo. Agora eu vim procurar porque trabalho aqui perto”, explicou. O único empecilho para ela reiniciar as atividades físicas era o medo do novo coronavírus. “De uma certa forma ainda estou receosa de fecharem as academias novamente e de não conseguir vir, mas é uma forma de preencher mais o nosso tempo – melhor do que sentar em casa para ficar assistindo televisão.”

Segundo o nutricionista esportivo Samuel Borba, a maioria das pessoas que o procuram em seu consultório e nas academias está focada na perda de peso e “ficar em forma”. “O pessoal quer emagrecer para ir à praia. Mas quem costuma buscar esse atendimento no início do ano costuma ser muito imediatista, com uma intenção apenas para o agora. Logo voltam para os costumes anteriores de comer mal – isso é bem comum de acontecer”, explicou.

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Quem tem problemas de saúde como diabetes, no entanto, costuma buscar o atendimento nutricional em outros meses do ano, segundo Samuel, com maior regularidade e pensamento focado nos resultados a longo prazo. A estratégia a ser adotada, de acordo com o especialista, é manter o equilíbrio. “É bom não deixar seu peso corporal não fugir da sua composição corporal. Assim, quando for preciso fazer qualquer tipo de ajuste, não será preciso nada muito drástico. É mais fácil perder 2kg ou 3kg do que perder 10kg”, completou.

No consultório, a demanda cresceu. Mesmo com poucos dias de 2021, o nutricionista afirma que agora só possui vagas para fevereiro. Este é um movimento decorrente da quarentena inicial da pandemia do novo coronavírus, período em que muitos ganharam mais peso.

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Visitas triplicaram

Na academia Portal FitBox, que abriu as portas justamente durante a pandemia do novo coronavírus, há sete meses no comércio local do Jardim Botânico, o movimento já começou a crescer logo no primeiro dia útil deste ano. De acordo com o proprietário Vítor Santos Albuquerque, ontem o número de visitas triplicou com relação a outros dias dos meses anteriores.

“Em um dia que normalmente vêm cinco pessoas, hoje vieram de 15 a 20 pessoas querendo conhecer, por exemplo. Estamos em um processo difícil, mas temos vencido. A possibilidade da vacina também já poderá ser uma garantia de maior segurança”, opinou.

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