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Brasília

Zoo inaugura banco de DNA e programa de fertilização

Arquivo Geral

29/07/2010 19h02

O Jardim Zoológico de Brasília ganhou, nesta quinta (29), o primeiro Banco de Germoplasma de Animais Silvestres e Exóticos da América Latina. Com ele, os animais que ainda não se reproduziram poderão ter crias graças à implantação do programa de fertilização assistida e armazenamento de material genético. Até dezembro, devem acontecer os dois primeiros nascimentos: o de filhotes do gato-do-mato e de jaguatirica. Hoje, 226 animais estão inseridos no programa.

 

O Banco de Germoplasma é uma unidade conservadora de material genético. Para sua montagem são necessários procedimentos como coleta, processamento e armazenagem de amostras de sêmen, células-tronco e DNA de todos os mamíferos do Zoo e também daqueles apreendidos pelos órgãos de fiscalização.

 

A governadora em exercício, Ivelise Longhi, participou da inauguração do banco. Ela ressaltou a importância do projeto para a biodiversidade e o empenho do governo em atuar na área. “Temos praticamente a Arca e Noé aqui. Nós estamos cuidando e preservando para que nossos animais não sejam extintos e para que possamos deixar essa história para as futuras gerações”, salientou Ivelisei.

 

De acordo com o diretor do zoológico, Raul Gonzales, o projeto também é importante na pesquisa para o tratamento de doenças, já que animais de cativeiro vivem por mais tempo. “O Banco de Germoplasma é um conjunto de atividades desenvolvidas para trabalhar com células-tronco, seja no sentido de contribuir na cura de doenças dos animas ou para preservar o DNA e clonar quando for necessário. Além disso, armazenamos sêmen para fazer a reprodução assistida dos mamíferos placentários, seja através de inseminação artificial ou in vitro”, explicou.

 

A Casa Do Futuro

 

A proposta do Zoológico de Brasília é trabalhar com quatro frentes: educação, lazer, conservação e pesquisa. A Casa do Futuro foi a ferramenta desenvolvida para colocar tudo isso em prática. Inaugurada juntamente com o Banco Germoplasma, o local irá mostrar ao público que a tecnologia pode se aliar à natureza na busca por soluções de problemas.

 

A casa é dividida em três cômodos. O primeiro é a sala da “Destruição”, que mostra a imagem de uma fogueira ardente e um infográfico explicando as principais causas do desmatamento e dos incêndios nas florestas brasileiras. O visitante poderá se enxergar dentro de uma queimada.

 

No segundo momento, intitulado “Ainda temos tempo”, os visitantes assistirão a um vídeo com os principais desastres ambientais. Com ele poderão descobrir que, mesmo com os estragos, ainda há tempo de salvar o planeta.

 

Por último, na terceira sala, o visitante poderá ter acesso visual ao Banco de Germoplasma do Zoológico. No local há diversos recipientes adequados que guardam material genético das espécies brasileiras a um temperatura de -196° C. 

 

No Brasil existem mais de 500 mamíferos catalogados. Isso significa que cerca de 14% dos animais presentes no planeta estão no aqui. Deste número, cerca de 70 animais estão em extinção.

 

“O zoológico tem a função de pesquisa, conservação, lazer e educação. O projeto Casa do Futuro une essas vertentes”, ressaltou a veterinária do zoológico, Glaucia Mansur.

 

 

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