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Brasília

Voto em trânsito: nem as férias impediram os eleitores de exercer seu direito

Arquivo Geral

07/10/2018 18h32

Atualizada 08/10/2018 1h09

Foto: Elza Fiúza/ABr

João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

Fora do domicílio eleitoral, muitos dos que estavam de férias em Brasília ou não conseguiram fazer a transferência do título de eleitor para a Capital não deixaram de exercer o direito ao voto. O local determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) para o Voto em Trânsito foi o Centro Universitário IESB da Asa Sul, na 613 Sul.

Esse tipo de voto é permitido para os eleitores que estão fora de seu domicílio eleitoral e se habilitaram previamente. Durante pouco mais de um mês – de 17 de julho a 23 de agosto deste ano, a Justiça eleitoral permitiu que qualquer pessoa comparecesse a um Cartório e avisado onde estaria neste primeiro turno.

Dessa forma, a distância, só é permitido votar para presidente. E nem isso desanimou a galera. A bancária aposentada, Neusa Brasilina Vieira, 60, mora em Florianópolis/SC e está de férias em Brasília. A volta para a cidade onde vive está marcada para amanhã (08), mas ela não quis deixar de exercer o direito ao voto. “É um dever importante. Eu precisava contribuir para uma causa maior que é o combate a esquerda”, diz a mulher que votou em trânsito pela segunda vez.

Já o advogado Oberdan Ferreira Costa, 26, já mora em Brasília há alguns anos, mas faz questão de participar da vida política de sua cidade natal, Teresina/PI. “Vemos tempos obscuros, onde a constituição está em perigo. Eu precisava participar dessa votação para combater isso”, relata o jovem que faz questão de votar e não justificar.

Votação tranquila

Apesar de só existir um lugar de votação para todo o Distrito Federal, a votação durante todo o dia foi considerada tranquila pelos eleitores. O professor Jorge Marinho, 34, votou pela primeira vez em trânsito e garante que tanto o processo da habilitação ao pleito, quanto a votação em sim, durante o dia de hoje foi rápida. Não houve filas ou demora excessiva nas seções.

Jorge está em Brasília há poucos meses a trabalho, depois de uma temporada fora do país. Ele quer, para a próxima eleição, mudar o título para a Capital para que consiga ter uma maior participação, assim como ocorria quando ele vivia em São Luís do Maranhão/MA.

“Eu faço questão de não justificar viver a cidadania. Tenho que fazer valer meu voto para que amanhã eu cobre dos candidatos”, afirma.

Foto: João Paulo Mariano/Jornal de Brasília

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