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Brasília

Voto de castidade se populariza entre os jovens

Arquivo Geral

02/09/2012 9h17

Andréia Castro
Especial para o Jornal de Brasília

Com discurso descontraído, o carioca Claudio Mauri, o “Brinco”, tem arrebanhado uma legião de jovens em celebrações pelo Brasil afora que defendem o voto de castidade antes do casamento. Ele ministra a versão masculina do culto das princesas, liderado por Sarah Sheeva, cunhada de Brinco e filha dos cantores Baby do Brasil e Pepeu Gomes.

O desencanto com o mundo de hoje é um dos motivos que têm levado cada vez mais jovens a esperarem pelo casamento. No DF, algumas igrejas seguem linha semelhante, menos ou mais radicais.

O Jornal de Brasília entrevistou o missionário evangélico carioca, que explica que a ideia é criar uma nova cultura entre os jovens, que os afaste dos perigos do sexo antes do casamento.

“Costumo dizer o seguinte: no mundo, macho que é macho pega geral. Mas no reino, macho que é macho pega a mesma mulher até morrer”, conta Brinco, que costuma reunir uma média de 200 a 300 homens na Igreja Celular Internacional (ICI), no Rio de Janeiro. No culto dos príncipes, para não desviar a atenção dos fiéis, mulheres não são permitidas. E no das princesas, homens não entram.

COMPROMISSO
Samuel Victor, de 24 anos, é servidor público e há nove meses se tornou pastor da Igreja Ministério Geração Apostólica, no Recanto das Emas. Sem beijar na boca há nove anos, ele lidera o movimento jovem da igreja evangélica que evita o beijo e assume o chamado compromisso antes do casamento.

“O beijo abre as portas para o ato sexual. Primeiro, priorizamos as conversas, conhecemos as famílias um do outro, descobrimos os defeitos de cada um. Com o beijo, o sexo, isso não é possível”, explica o pastor, que mantém um compromisso com a estudante de pedagogia Cristiane Monteiro, 22, há cinco meses. “Já faz dez anos que decidi que não vou beijar na boca enquanto não estiver casada”, assegura ela.

Apesar de admitir que há dias muitos difíceis,  ele diz: “É uma aliança com Deus. E eu posso te assegurar que sou plenamente feliz”. O casal pretende subir ao altar em março.

Brinco, o genro de Baby do Brasil, ministra cultos pelo País com a mulher Nãna Shara, assim como a cunhada Sarah, e afirma que o que estão fazendo não é resgatar valores, mas sim “implementar algo inédito na cultura do jovem de hoje”. E é categórico: “A virgindade era exigida para não envergonhar a família. O que queremos agora é que o jovem se mantenha virgem para não envergonhar Jesus”.

Leia mais na edição impressa deste domingo (02) do Jornal de Brasília.

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