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Brasília

Voluntariado: Presentes que o dinheiro não compra

Arquivo Geral

25/12/2013 8h05

Eric Zambon

Especial para o Jornal de Brasíia

 

A atividade mais associada ao Natal é a troca de presentes. Não à toa o comércio fervilha e tentar fazer compras às vésperas do dia 25 é um inferno. Existe, no entanto, uma maneira de escapar da atribulação e até mesmo do possível endividamento. Não, não é colocando a renda mensal em uma planilha ou buscando o melhor cartão de crédito. Apenas fuja desse conceito superficial, doe seu tempo e disposição e seja solidário com quem necessita – e da maneira correta.

Envolver-se com o Terceiro Setor pode não somente ser uma ótima ideia de fim de ano, como também se tornar um estilo de vida e maneira de promover inclusão social e cidadania. “Muita gente não enxerga, mas o trabalho voluntário também é um tipo de capacitação profissional”, ressalta Tomás Vasconcellos, de 23 anos, formado em Economia na Universidade de Brasília (UnB).

Atados

Ele administra a página de Brasília da rede social Atados, nascida em São Paulo, que ajuda a angariar voluntários para Organizações Não Governamentais (ONGs) e divulgar eventos realizados por cada filiada.

Na capital, Tomás e outras dez pessoas moderam o conteúdo do site, ajudam a melhorar textos de divulgação das ONGs e também criam atos. “Corremos muito atrás de projetos interessantes. Visitamos cada ONG semanalmente e nos reunimos de 15 em 15 dias. O site é um começo para quem quer fazer voluntariado”, explica o rapaz.

Articulação

Ludymilla Mendes, estudante de Economia de 21 anos, já tinha se envolvido com ações filantrópicas na igreja que frequentava e conheceu a proposta do Atados pelo Facebook. “O legal mesmo é conhecermos melhor o Terceiro Setor e entender como funciona uma atividade voluntária bem articulada”, diz.

A rede está ativa desde janeiro deste ano -, mas, no Distrito Federal, já possui 26 ONGs inscritas e 133 “atados”, ou seja, pessoas que se cadastraram no site e se ligaram a alguma ação social por meio dele. 

O melhor remédio é sorrir
A mensagem do filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, estrelado por Robin Williams em 1998, foi a inspiração para criar o Anjalhaços, grupo de voluntários que aderiu à proposta de alegrar enfermos e necessitados.
“Assisti ao filme e pensei, ‘por que não podemos fazer isso também?’ e ‘por que não levar um afago ou sorriso ao um doente?’”, conta a criadora Sandra Maria Amorim, de 49 anos, técnica de enfermagem há 20 no Hospital Regional do Gama. “Não temos fundo religioso, político ou lucrativo, então fazemos ações onde tem o ‘povão’”, conclui.
Expansão
De acordo com ela, há voluntários do Anjalhaços até na Bahia e o grupo, que atualmente conta com cerca de 60 ajudantes, tende a expandir. Cada pessoa nova cria o próprio personagem e não há exigência técnica, mas é preciso  ter vontade de satisfazer os outros.
Apesar de ajudar na distribuição de cestas básicas e itens básicos a populações carentes, o foco maior é modificar o sentimento das pessoas ajudadas e lhes proporcionar dignidade. Assim, os voluntários buscam entreter os “pacientes”. “Costumo dizer que Anjalhaço  é um estado de espírito. Você tem que ser um anjo, o lado bom de todos nós, e também tem que ser um palhaço, o lado que leva sorriso aos outros”, define.
 
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