Eric Zambon
Especial para o Jornal de Brasíia
A atividade mais associada ao Natal é a troca de presentes. Não à toa o comércio fervilha e tentar fazer compras às vésperas do dia 25 é um inferno. Existe, no entanto, uma maneira de escapar da atribulação e até mesmo do possível endividamento. Não, não é colocando a renda mensal em uma planilha ou buscando o melhor cartão de crédito. Apenas fuja desse conceito superficial, doe seu tempo e disposição e seja solidário com quem necessita – e da maneira correta.
Envolver-se com o Terceiro Setor pode não somente ser uma ótima ideia de fim de ano, como também se tornar um estilo de vida e maneira de promover inclusão social e cidadania. “Muita gente não enxerga, mas o trabalho voluntário também é um tipo de capacitação profissional”, ressalta Tomás Vasconcellos, de 23 anos, formado em Economia na Universidade de Brasília (UnB).

Atados
Ele administra a página de Brasília da rede social Atados, nascida em São Paulo, que ajuda a angariar voluntários para Organizações Não Governamentais (ONGs) e divulgar eventos realizados por cada filiada.
Na capital, Tomás e outras dez pessoas moderam o conteúdo do site, ajudam a melhorar textos de divulgação das ONGs e também criam atos. “Corremos muito atrás de projetos interessantes. Visitamos cada ONG semanalmente e nos reunimos de 15 em 15 dias. O site é um começo para quem quer fazer voluntariado”, explica o rapaz.
Articulação
Ludymilla Mendes, estudante de Economia de 21 anos, já tinha se envolvido com ações filantrópicas na igreja que frequentava e conheceu a proposta do Atados pelo Facebook. “O legal mesmo é conhecermos melhor o Terceiro Setor e entender como funciona uma atividade voluntária bem articulada”, diz.
A rede está ativa desde janeiro deste ano -, mas, no Distrito Federal, já possui 26 ONGs inscritas e 133 “atados”, ou seja, pessoas que se cadastraram no site e se ligaram a alguma ação social por meio dele.