Menu
Brasília

VLT vai sair do papel

Arquivo Geral

05/02/2009 0h00

As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão previstas para começar no próximo mês. Ontem, story o governo definiu o nome do consórcio vencedor da licitação para a construção do novo meio de transporte da capital, ed que vai sair do Terminal Sul (próximo ao Parkshopping) e percorrerá a W3 até a 502 Norte. A ideia, price segundo o secretário de Transportes, Alberto Fraga, é atender 120 mil pessoas que passam pelo trecho diariamente.

A expectativa de Fraga é concluir a obra até setembro de 2010. O consórcio Bras Trans é formado pelas empresas Via Engenharia, Mendes Júnior, Alston e TCBR, que serão responsáveis pela execução do projeto, orçado em R$ 520 milhões. Paralelo à instalação do VLT, que passará pelo canteiro central da via, o governo fará a revitalização de toda W3 e W2.

O projeto para dar nova cara às avenidas está em fase conclusiva na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) e será apresentado ao governador José Roberto Arruda até o final do mês. No entanto, os comerciantes da W3 reclamam que não foram consultados sobre as propostas de melhorias e que faltou participação da comunidade.

“Não questionamos o benefício do projeto do VLT para a sociedade, mas ninguém sabe como será feito. Há uma falta de informação generalizada”, critica o diretor da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL), José Carlos Pinto. Ele disse que o maior receio dos comerciantes é que a área se transforme em um corredor de transporte. Isso, prevê, acabe com a circulação de pedestres e com a movimentação econômica.

O secretário de Transportes afirmou que foram realizadas audiências públicas para discutir a implementação do VLT, mas que não houve participação dos empresários. Segundo ele, agora que o projeto já está fechado não cabem mais sugestões. “Estivemos abertos às propostas. Os comerciantes não participaram porque não quiseram. Discutimos todas as questões com os conselhos comunitários.”

Dúvidas

Entre as principais dúvidas, os comerciantes questionam como ficará o tráfego na via durante as obras e após a instalação do trem urbano. Também querem saber como será feita a travessia de pedestres e o que ocorrerá com os estacionamentos e os retornos que ocupam o canteiro central, onde está prevista a instalação dos trilhos. “É uma caixa preta. Ninguém tem conhecimento do detalhamento e das ações previstas no projeto”, atacou o diretor da CDL.

O secretário esclareceu que os estacionamentos e retornos do canteiro central serão extintos para dar lugar ao VLT. Portanto, para cortar a via devem ser usados apenas os cruzamentos.  Ele adiantou ainda que não estão previstas mudanças na malha viária e os ônibus continuarão a circular pelas pistas. 

“Transtornos vão ocorrer. Não se faz omeletes sem quebrar ovos”, disse Fraga. Ele explicou que os pedestres poderão continuar a cruzar a via livremente obedecendo os sinais de trânsito. “O trem para no semáforo e as pessoas poderão atravessar. Os trilhos só têm energia quando o veículo está passando.” Ele disse ainda que não terão alterações nas calçadas das vias.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado